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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

17
Abr19

Estado de calamidade!

Filipe

Os motoristas de materiais perigosos estão em greve há mais de 48 horas. Já há falta de combustível em Portugal. Ontem esperei pelas 20 horas para assistir ao telejornal, coisa que deixei de fazer há bastante tempo, para ver se havia mais alguma notícia acerca do estado do Notre Dame em Paris quando, qual não foi o meu espanto, vi que já existiam filas intermináveis de viaturas nos postos de combustível.

"Mas o que é isto?" - disse. Não sabia de todo que existia esta greve e que o país estava a passar por uma crise energética!

 

Em várias cidades já não havia combustível, simplesmente tinha acabado, as pessoas atestaram os depósitos e, segundo vi em certos comentários nas redes sociais, houve até gente que encheu bidões e garrafões de gasolina!

"Mas está-se tudo a passar?!"

Isto fez-me lembrar de uma situação que aconteceu não há muito tempo, por altura da páscoa também, em que houve uma notícia qualquer a avisar que ia faltar açúcar por causa de um problema qualquer que já não me recordo. Foi a loucura! Filas intermináveis nos hipermercados de pessoas que levavam 10 a 20kg de açúcar, já não havia açúcar em parte alguma, as pessoas tinham-no feito desaparecer, comprando-o todo!

 

"Um estado de calamadide" - como ouvi um jornalista a dizer esta manhã.

Calma gente, o mundo não vai acabar! Com certeza que irão entrar em acordo e, talvez já amanhã, volta tudo à normalidade. Não é preciso entrar em pânico!

 

Sendo verdade aquilo que os trabalhadores disseram às comunicações sociais, sou completamente de acordo com a sua greve. Há que haver respeito pelos trabalhadores, há que respeitar a dignidade das pessoas, não é fazer o que bem lhes apetece e quem não estiver bem pode ir embora.

Deviam de haver mais greves como esta para que este governo ouvisse mais as pessoas e as respeitasse devidademente.

 

Mais nada a acrescentar.

15
Abr19

O quarto de Jack - Emma Donoghue

Filipe

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Sinopse

 

Original, poderoso e soberbo, Jack é inesquecível: a coragem e o imenso amor numa história perturbante contada pela voz da inocência.

Para Jack, de cinco anos, o quarto é o mundo todo. É onde ele e a Mamã comem, dormem, brincam e aprendem. Embora Jack não saiba, o sítio onde ele se sente completamente seguro e protegido, aquele quarto é também a prisão onde a mãe tem sido mantida contra a sua vontade. Contada na divertida e comovente voz de Jack, esta é uma história de um amor imenso que sobrevive a circunstâncias aterradoras, e da ligação umbilical que une mãe e filho.

O quarto é um lugar que nunca vai esquecer; o mundo é um sítio que nunca mais olhará da mesma maneira.

 

Um fantástico livro que recomendo a leitura. Poderoso e comovente.

07
Mar19

Próximo destino? Madeira

Filipe

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Daqui a duas semanas parto para a ilha da Madeira para umas miniférias de 4 dias. Depois de vários destinos propostos (Malta, Açores, Paris, Londres), optamos pela Madeira. O preço, a calma e tranqulidade, e também o clima agradável pesou muito na nossa decisão.

 

Estou bastante motivado mas, ao mesmo tempo, um pouco receoso, pois o aeroporto da Madeira é considerado um dos mais perigosos do mundo. Só por isto, uma pessoa fica já de pé atrás... mas com certeza que vai correr tudo bem!

São duas horas de viagem. Só de pensar nisso já fico enjoado! Sim, porque eu enjoo tanto, mas tanto, durante uma viagem de avião, mesmo com comprimidos para o enjoo... é horrível!

 

Contudo, só de pensar no destino, uma pessoa ganha logo ânimo! Que venha a turbulência, os enjoos, eu vomito para dentro de uma saca se for preciso! Alguma vez na minha vida eu pensei que iria fazer esta viagem um dia? Nunca.

Prometo que depois partilho imensas fotografias, aqui e no meu Instagram. Principalmente uma foto perto daquela estátua do Ronaldo!

É verdade, já me seguem no Instagram?! Não?? Então!

 

04
Mar19

Carnaval com chuva

Filipe

Segundo o que vi na meteorologia amanhã vai chover. Pois tenho a dizer-vos que estou mesmo muito triste. Então vai chover no dia de carnaval, logo amanhã que eu ia desfilar vestido apenas com umas plumas no corpo? As plumas vão ficar todas molhadas... a sério não tem piada!

 

Foram meses e meses de testes para que cada pluma tapasse devidamente cada parte do meu corpo, prendê-las bem umas às outras, não vá dar-se um descuido e a "maior" pluma fica à mostra para o desfrute daquele mar de gente!

Vários ensaios para mexer bem o bumbum e as pernas, sim porque não é assim de qualquer maneira, existem várias técnicas para bem mexer!

Tudo isto para andar a desfilar à chuva! Não há condições é o que tenho para vos dizer.

 

E vocês? Vão mascarados de quê?

 

18
Fev19

Esta noite sonhei com a minha avó

Filipe

Esta noite sonhei com a minha avó, ou melhor dizendo, sonhei com a casa da minha avó. Aquela casa forte em pedra que outrora irradiava vida e que, hoje, vejo-a triste, vazia. Uma casa que me traz imensas recordações.

No meu sonho visitava a casa e, enquanto caminhava ia limpando várias teias de aranha que se acumulavam em cada canto, porém, o meu esforço era em vão, por mais que a limpasse ela teimava em ficar suja.

 

Quando entrei o soalho rangeu sobre os meus pés. À esquerda fica a cozinha. A lareira que tanto aqueceu aquele espaço, o fogão onde ela cozinhava a aletria, a mesa onde fizemos as nossas ceias de natal, tudo permanece intacto. Fechei os olhos e fiz uma pequena viagem no tempo, juro que vi a minha avó debruçada sobre o fogão e o cheiro do açúcar e da canela embalou os meus sentidos.

 

Sem perceber porquê, de repente a minha mãe estava comigo. Como se viesse em meu auxílio. Contudo, alguém nos chamou do lado de fora e fomos ver quem era.

Uma mulher que eu não conhecia começou também ela a desfiar memórias sobre a minha avó. Ela fez uma voz igualzinha à da minha avó. Eu não queria ouvir, tudo o que aquela mulher me estava a dizer magoava-me profundamente, o meu coração estava a ficar cada vez mais pequenino a cada palavra dela. Tapei os ouvidos com as mãos mas a voz que ela fazia entoava-me na cabeça...

 

Comecei de novo a limpar as teias de aranha do portão, utilizava um pano e, com ele, sacudi-as com veemência, como se assim conseguisse enxotar aquela mulher que me feria. As lágrimas afloraram-me aos olhos.

 

Acordei a chorar.

28
Jan19

Na Quinta das Lágrimas

Filipe

Todos nós já conhecemos a dramática história de amor entre o príncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e a fidalga D. Inês de Castro. Uma história romântica que terminou em tragédia.

Como sou um homem romântico por natureza, apaixonado por história também, fui visitar o local onde tudo aconteceu, a Quinta das Lágrimas.

 

Comecei pela Fonte dos Amores onde podemos ver um portal e uma janela neogóticos ladeados por uma enorme árvore cheia de raízes que sobressaiem do solo. Dizem que ali foi o local de muitos encontros amorosos entre D. Pedro e D. Inês de Castro.

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Uns metros mais à frente encontra-se a Fonte das Lágrimas, onde, supostamente, foi morta D. Inês de Castro com um punhal no coração.

Nas pedras da fonte, debaido da água que corre, verifiquei que realmente estavam pintadas de vermelho. Seria realmente verdade que se tratava do sangue da fidalga que foi assassinada? Fiquei intrigado!

"Há coisas inexplicáveis em que devemos mesmo acreditar" - pensei.

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Ao regressar, disse à senhora da bilheteira que gostei bastante e que fiquei mesmo admirado ao observar as pedras pintadas de vermelho do sangue de D. Inês!

- Ah mas isso é uma micro-alga vermelha. Não é sangue! - respondeu-me.

- A sério?!

- Sim! Se raspar aquilo sai... O senhor ainda acredita no pai natal?

- Ai, ó senhora, você agora acabou com os meus sonhos todos - brinquei (mas falando um pouco a sério).

- Aquilo é uma micro-alga vermelha mas, como sabe, na altura a ciência não era assim tão avanada e aquilo era uma novidade para eles e durantes anos acreditaram mesmo que se tratava do sangue de D. Inês.

- Ah, não sabia...

- E mais! D. Inês nem foi morta naquele local, é só uma lenda. Ela foi morta aqui num palácio em Coimbra.

 

Tive vontade de pedir à senhora que me devolvesse o dinheiro do bilhete!

Mas vá... vale a pena visitar. É muito bonito.

 

13
Dez18

Viajar para Paris?

Filipe

Paris é a minha cidade de sonho. Desde pequeno que tenho este desejo de conhecer a cidade, ver a Torre Eiffel, visitar o Notre Dame daquela história da minha infância onde existia um corcunda que tocava os sinos da catedral, o Louvre, o Arco do Triunfo, Sacré Coeur... enfim! Uma enorme cidade para explorar e encantar.

 

A oportunidade chegou aos poucos. E se, para o ano que se aproxima, fôssemos a Paris? Tem de ser numa altura em que não faça muito calor - foi a minha objeção - quero conhecer a cidade num clima mais frio, tal como na minha imaginação.

Tínhamos pensado no mês de março, uma época em que a temperatura estará mais amena, nem muito frio nem muito calor.

O hotel tem que ser numa zona mais afastada, longe da confusão e do ruído da cidade, depois viajamos de comboio ou metro.

Estava quase tudo decidido...

 

No entanto, pelas notícias que nos têm chegado através das comunicações sociais, já não tenho tanta certeza se realmente vou realizar o meu sonho. Paris, e toda a França, está a tornar-se num destino cada vez mais perigoso. Manifestações, atentados, violência, carros queimados, montas de lojas partidas... um rastro de destruição!

 

Hoje, tenho medo de viajar para Paris.

 

Os parisienses estão a destruir a sua própria cidade, a sua capital, o seu património. E pensar que tudo isto se deve ao preço dos combustíveis! Ou então não... já não entendo nada. Só lamento que uma das cidades mais lindas do mundo esteja a ser destruida pelos próprios interesses.

 

10
Dez18

Domingando

Filipe

Ontem foi dia de passear pela Serra da Freita, um lugar incrível, calmo e tranquilo, bem longe dos centros comerciais apinhados de gente.

Estava um domingo de sol espetacular! As paisagens com cores outonais passeavam pelos meus olhos através do vidro do carro. Tudo lá é lindo, simples, puro.

 

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Depois passei pela vila de Arouca, com as ruas todas iluminadas, cada vez mais cheias de vida, de gentes que a visitam.

Fiquei deslumbrado com esta árvore de natal.

 

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23
Nov18

Bullying #7

Filipe

Estava numa aula de matemática. A professora mandou-nos fazer um exercíco e, quando o acabássemos, tinhamos que à vez ir lhe mostrar para que o corrigisse. Quando terminei o meu exercíco, estava já uma fila de alguns colegas que esperavam pela sua vez, então dirigi-me também para a fila. Ele (que não vou dizer o nome) também terminou o seu exercício e ficou mesmo atrás de mim.

 

"Olha lá, tu masturbas-te?"

"Deixa-me em paz!" - respondi e tentei ignorar.

"Responde! Masturbas-te ou não?" - insistiu.

"Não!" - repliquei.

"Porque me estás a mentir? És um mentiroso!!"

Não respondi.

"Responde pá!! Masturbas-te ou não?"

"Já te disse que não."

"Então jura pela tua mãe! Juras pela tua mãe que não te masturbas?"

"Juro."

"És um mentiroso. A tua mãe vai morrer por tua causa!"

 

A professora corrigiu o meu exercício e eu sentei-me no meu lugar. Ele sentou-se ao meu lado, o seu lugar era ao lado do meu como já referi, ironia do destino.

"A tua mãe vai morrer porque tu és um mentiroso." - voltou a referir e eu continuei calado.

No intervalo, fui para a casa de banho chorar.

 

Nesse dia, quando voltei para casa, olhei para a minha mãe. Ela estava viva. Será que podia morrer a qualquer momento por eu ter mentido? Esse medo viveu comigo durante muitos dias.

 

22
Nov18

A minha paixão por vitrais

Filipe

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Sempre que entro numa igreja ou catedral a minha atenção vai sempre para os vitrais, geométricamente trabalhados, cheios de cor e de luz que me enfeitiça. Dali sou transportado para um tempo e um espaço místico que me faz acreditar que, há muitos séculos atrás, existiu uma força maior capaz de criar um mundo de paz que, infelizmente, foi-se deteriorando e, porém, os vitrais mantêm-se intactos para nos poder transmitir que a história de Deus, de Jesus e do universo nunca mais poderá ser esquecida.

 

Não sou um homem de muita fé, já fui mais confesso, no entanto quando entro nestes espaços de pura arte, em que uma tranqulidade me invade, fecho os olhos e sorrio. Por vezes, rezo uma prece, de mãos juntas, como se a minha felidade estivesse ali protegida a pedir apoio divino.

 

Esta foto foi tirada num pequeno altar situado no Paço dos Duques em Guimarães.

 

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