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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

07
Mar19

Próximo destino? Madeira

Filipe

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Daqui a duas semanas parto para a ilha da Madeira para umas miniférias de 4 dias. Depois de vários destinos propostos (Malta, Açores, Paris, Londres), optamos pela Madeira. O preço, a calma e tranqulidade, e também o clima agradável pesou muito na nossa decisão.

 

Estou bastante motivado mas, ao mesmo tempo, um pouco receoso, pois o aeroporto da Madeira é considerado um dos mais perigosos do mundo. Só por isto, uma pessoa fica já de pé atrás... mas com certeza que vai correr tudo bem!

São duas horas de viagem. Só de pensar nisso já fico enjoado! Sim, porque eu enjoo tanto, mas tanto, durante uma viagem de avião, mesmo com comprimidos para o enjoo... é horrível!

 

Contudo, só de pensar no destino, uma pessoa ganha logo ânimo! Que venha a turbulência, os enjoos, eu vomito para dentro de uma saca se for preciso! Alguma vez na minha vida eu pensei que iria fazer esta viagem um dia? Nunca.

Prometo que depois partilho imensas fotografias, aqui e no meu Instagram. Principalmente uma foto perto daquela estátua do Ronaldo!

É verdade, já me seguem no Instagram?! Não?? Então!

 

04
Mar19

Carnaval com chuva

Filipe

Segundo o que vi na meteorologia amanhã vai chover. Pois tenho a dizer-vos que estou mesmo muito triste. Então vai chover no dia de carnaval, logo amanhã que eu ia desfilar vestido apenas com umas plumas no corpo? As plumas vão ficar todas molhadas... a sério não tem piada!

 

Foram meses e meses de testes para que cada pluma tapasse devidamente cada parte do meu corpo, prendê-las bem umas às outras, não vá dar-se um descuido e a "maior" pluma fica à mostra para o desfrute daquele mar de gente!

Vários ensaios para mexer bem o bumbum e as pernas, sim porque não é assim de qualquer maneira, existem várias técnicas para bem mexer!

Tudo isto para andar a desfilar à chuva! Não há condições é o que tenho para vos dizer.

 

E vocês? Vão mascarados de quê?

 

18
Fev19

Esta noite sonhei com a minha avó

Filipe

Esta noite sonhei com a minha avó, ou melhor dizendo, sonhei com a casa da minha avó. Aquela casa forte em pedra que outrora irradiava vida e que, hoje, vejo-a triste, vazia. Uma casa que me traz imensas recordações.

No meu sonho visitava a casa e, enquanto caminhava ia limpando várias teias de aranha que se acumulavam em cada canto, porém, o meu esforço era em vão, por mais que a limpasse ela teimava em ficar suja.

 

Quando entrei o soalho rangeu sobre os meus pés. À esquerda fica a cozinha. A lareira que tanto aqueceu aquele espaço, o fogão onde ela cozinhava a aletria, a mesa onde fizemos as nossas ceias de natal, tudo permanece intacto. Fechei os olhos e fiz uma pequena viagem no tempo, juro que vi a minha avó debruçada sobre o fogão e o cheiro do açúcar e da canela embalou os meus sentidos.

 

Sem perceber porquê, de repente a minha mãe estava comigo. Como se viesse em meu auxílio. Contudo, alguém nos chamou do lado de fora e fomos ver quem era.

Uma mulher que eu não conhecia começou também ela a desfiar memórias sobre a minha avó. Ela fez uma voz igualzinha à da minha avó. Eu não queria ouvir, tudo o que aquela mulher me estava a dizer magoava-me profundamente, o meu coração estava a ficar cada vez mais pequenino a cada palavra dela. Tapei os ouvidos com as mãos mas a voz que ela fazia entoava-me na cabeça...

 

Comecei de novo a limpar as teias de aranha do portão, utilizava um pano e, com ele, sacudi-as com veemência, como se assim conseguisse enxotar aquela mulher que me feria. As lágrimas afloraram-me aos olhos.

 

Acordei a chorar.

28
Jan19

Na Quinta das Lágrimas

Filipe

Todos nós já conhecemos a dramática história de amor entre o príncipe D. Pedro (futuro Pedro I de Portugal) e a fidalga D. Inês de Castro. Uma história romântica que terminou em tragédia.

Como sou um homem romântico por natureza, apaixonado por história também, fui visitar o local onde tudo aconteceu, a Quinta das Lágrimas.

 

Comecei pela Fonte dos Amores onde podemos ver um portal e uma janela neogóticos ladeados por uma enorme árvore cheia de raízes que sobressaiem do solo. Dizem que ali foi o local de muitos encontros amorosos entre D. Pedro e D. Inês de Castro.

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Uns metros mais à frente encontra-se a Fonte das Lágrimas, onde, supostamente, foi morta D. Inês de Castro com um punhal no coração.

Nas pedras da fonte, debaido da água que corre, verifiquei que realmente estavam pintadas de vermelho. Seria realmente verdade que se tratava do sangue da fidalga que foi assassinada? Fiquei intrigado!

"Há coisas inexplicáveis em que devemos mesmo acreditar" - pensei.

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Ao regressar, disse à senhora da bilheteira que gostei bastante e que fiquei mesmo admirado ao observar as pedras pintadas de vermelho do sangue de D. Inês!

- Ah mas isso é uma micro-alga vermelha. Não é sangue! - respondeu-me.

- A sério?!

- Sim! Se raspar aquilo sai... O senhor ainda acredita no pai natal?

- Ai, ó senhora, você agora acabou com os meus sonhos todos - brinquei (mas falando um pouco a sério).

- Aquilo é uma micro-alga vermelha mas, como sabe, na altura a ciência não era assim tão avanada e aquilo era uma novidade para eles e durantes anos acreditaram mesmo que se tratava do sangue de D. Inês.

- Ah, não sabia...

- E mais! D. Inês nem foi morta naquele local, é só uma lenda. Ela foi morta aqui num palácio em Coimbra.

 

Tive vontade de pedir à senhora que me devolvesse o dinheiro do bilhete!

Mas vá... vale a pena visitar. É muito bonito.

 

13
Dez18

Viajar para Paris?

Filipe

Paris é a minha cidade de sonho. Desde pequeno que tenho este desejo de conhecer a cidade, ver a Torre Eiffel, visitar o Notre Dame daquela história da minha infância onde existia um corcunda que tocava os sinos da catedral, o Louvre, o Arco do Triunfo, Sacré Coeur... enfim! Uma enorme cidade para explorar e encantar.

 

A oportunidade chegou aos poucos. E se, para o ano que se aproxima, fôssemos a Paris? Tem de ser numa altura em que não faça muito calor - foi a minha objeção - quero conhecer a cidade num clima mais frio, tal como na minha imaginação.

Tínhamos pensado no mês de março, uma época em que a temperatura estará mais amena, nem muito frio nem muito calor.

O hotel tem que ser numa zona mais afastada, longe da confusão e do ruído da cidade, depois viajamos de comboio ou metro.

Estava quase tudo decidido...

 

No entanto, pelas notícias que nos têm chegado através das comunicações sociais, já não tenho tanta certeza se realmente vou realizar o meu sonho. Paris, e toda a França, está a tornar-se num destino cada vez mais perigoso. Manifestações, atentados, violência, carros queimados, montas de lojas partidas... um rastro de destruição!

 

Hoje, tenho medo de viajar para Paris.

 

Os parisienses estão a destruir a sua própria cidade, a sua capital, o seu património. E pensar que tudo isto se deve ao preço dos combustíveis! Ou então não... já não entendo nada. Só lamento que uma das cidades mais lindas do mundo esteja a ser destruida pelos próprios interesses.

 

10
Dez18

Domingando

Filipe

Ontem foi dia de passear pela Serra da Freita, um lugar incrível, calmo e tranquilo, bem longe dos centros comerciais apinhados de gente.

Estava um domingo de sol espetacular! As paisagens com cores outonais passeavam pelos meus olhos através do vidro do carro. Tudo lá é lindo, simples, puro.

 

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Depois passei pela vila de Arouca, com as ruas todas iluminadas, cada vez mais cheias de vida, de gentes que a visitam.

Fiquei deslumbrado com esta árvore de natal.

 

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23
Nov18

Bullying #7

Filipe

Estava numa aula de matemática. A professora mandou-nos fazer um exercíco e, quando o acabássemos, tinhamos que à vez ir lhe mostrar para que o corrigisse. Quando terminei o meu exercíco, estava já uma fila de alguns colegas que esperavam pela sua vez, então dirigi-me também para a fila. Ele (que não vou dizer o nome) também terminou o seu exercício e ficou mesmo atrás de mim.

 

"Olha lá, tu masturbas-te?"

"Deixa-me em paz!" - respondi e tentei ignorar.

"Responde! Masturbas-te ou não?" - insistiu.

"Não!" - repliquei.

"Porque me estás a mentir? És um mentiroso!!"

Não respondi.

"Responde pá!! Masturbas-te ou não?"

"Já te disse que não."

"Então jura pela tua mãe! Juras pela tua mãe que não te masturbas?"

"Juro."

"És um mentiroso. A tua mãe vai morrer por tua causa!"

 

A professora corrigiu o meu exercício e eu sentei-me no meu lugar. Ele sentou-se ao meu lado, o seu lugar era ao lado do meu como já referi, ironia do destino.

"A tua mãe vai morrer porque tu és um mentiroso." - voltou a referir e eu continuei calado.

No intervalo, fui para a casa de banho chorar.

 

Nesse dia, quando voltei para casa, olhei para a minha mãe. Ela estava viva. Será que podia morrer a qualquer momento por eu ter mentido? Esse medo viveu comigo durante muitos dias.

 

22
Nov18

A minha paixão por vitrais

Filipe

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Sempre que entro numa igreja ou catedral a minha atenção vai sempre para os vitrais, geométricamente trabalhados, cheios de cor e de luz que me enfeitiça. Dali sou transportado para um tempo e um espaço místico que me faz acreditar que, há muitos séculos atrás, existiu uma força maior capaz de criar um mundo de paz que, infelizmente, foi-se deteriorando e, porém, os vitrais mantêm-se intactos para nos poder transmitir que a história de Deus, de Jesus e do universo nunca mais poderá ser esquecida.

 

Não sou um homem de muita fé, já fui mais confesso, no entanto quando entro nestes espaços de pura arte, em que uma tranqulidade me invade, fecho os olhos e sorrio. Por vezes, rezo uma prece, de mãos juntas, como se a minha felidade estivesse ali protegida a pedir apoio divino.

 

Esta foto foi tirada num pequeno altar situado no Paço dos Duques em Guimarães.

 

20
Nov18

Eu fui injusto com ela

Filipe

A minha primeira namorada a sério, sem contar com aqueles namoricos de escola, chamava-se Angelina.

Conhecemo-nos numa noite de karaoke, ela estudava na mesma escola que a minha irmã que nos apresentou, e logo ali ela mostrou um grande interesse por mim. Não sei o que ela viu em mim, um rapaz de 17 anos, magro e de rosto comprido, cabelo desalinhado com gel, e um ar acabrunhado.

Despedimo-nos e, no seu olhar atrevido, vi que aquela despedida não seria para sempre.

 

Na semana seguinte cheguei a casa do trabalho e a minha irmã disse-me que tinha algo para mim. Uma carta. Uma carta de amor cheia de corações e perfume. Nela estavam escritas as mais lindas palavras de amor que até então alguém me escreveu. Palavras essas que chegaram ao meu coração.

"E agora o que faço?" - cheguei a perguntar à minha irmã. Não tinha a certeza daquilo que queria. Nunca tive.

"Escreve-lhe de volta. Ela diz estar apaixonada por ti. Quem sabe não te apixonas também?".

Escrevi-lhe de volta e deixei-me envolver por aquela magia que pintou os meus dias seguintes. Mais cartas surgiram, mais palavras escritas em folhas de papel romântico, até que chegou o nosso próximo encontro.

 

Foi numa sexta-feira, uma daquelas em que não trabalhava à tarde, que a encontrei de novo. Com sorrisos envergonhados e palavras vãs, enchemos a tarde em que as horas correram contra nós, e no fim, o momento que mais esperei com ansiedade aconteceu... o meu primeiro beijo.

Ao início fui a medo, deixei que ela, mais experiente, me conduzisse e me ensinasse também a explorar a boca dela. Um momento que nunca mais esqueci durante estes 15 anos e que, provavelmente, nunca mais esquecerei. Talvez seja verdade que o primeiro beijo nunca mais se esquece.

 

Os dias foram passando, vários encontros também, e fui me dando conta que ela era bem mais atrevida e ousada que eu na nossa relação. A Angelina tomava sempre a iniciativa por mim, eu era tímido. Algo não estava a correr tão bem como eu desejava. Eu sentia que ela queria e precisava de muito mais do que os beijos que trocavamos, ela sentia desejo por mim, eu via-o no olhar dela, mas eu nunca o senti. Nenhum de nós falou sobre isso, não havia a coragem suficiente, eu não queria dar o passo seguinte...

Um dia, numa tentativa ainda mais atrevida de me fazer acordar/perceber, ela disse-me: "podes apalpar-me e tocar-me onde quiseres". Eu tentei, juro que tentei, mas nada daquilo que eu estava a fazer me despertava qualquer desejo ou interesse... eu queria tanto, mas tanto, ser um homem capaz de satisfazer aquela mulher que quase me implorou um ato normal entre um casal.

Acabei por parar e dizer que tinha de ir para casa.

 

Os dias que se seguiram não foram fáceis. Eu não podia continuar a mentir-lhe a ela nem a mim mesmo. Terminei dizendo-lhe que gostava de outra mulher e que lhe desejava as maiores felicidades do mundo. Ela aceitou sem raiva e sem ódio, aquela mulher nunca teve um sentimento mau para comigo, não sei se percebeu aquilo que andei anos a esconder até de mim mesmo, nunca lhe perguntei. Mas as mulheres têm sempre um sexto sentido não é verdade?

Nunca mais a vi, nunca mais nos falamos. Por vezes, vou cuscar o perfil dela no Facebook, tem um novo amor, tem um filho, parece-me feliz. Deus queira que sim! Tenho vontade de lhe falar, mas não sei o que diga. Penso que lhe devo uma satisfação, um pedido de desculpas, sei lá! Afinal, eu fui injusto com ela.

 

Deixarei que o meu coração decida o que fazer.

 

Eu sou o Filipe, e tu? Tens alguma história para me contar? Então escreve-me: hfco28@gmail.com 

 

19
Nov18

Uma mudança

Filipe

Olá a todos.

Não estranhem se vos aparecer um nome diferente na vossa área de leituras. Não existe nenhum erro nem um novo seguidor que adicionaram sem dar conta. Apenas é uma mudança que já há muito devia ter sido feita.

É verdade, o Sr. Solitário morreu! Agora sou apenas Filipe. O meu nome, a minha história, a minha vida.

Até já!

 

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