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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

19
Mai16

Aconteceu!

Filipe

Numa terça-feira, aqui há uns meses atrás, saí de casa com o intuito de arranjar trabalho como tantas vezes faço. A minha irmã disse-me que numa certa e determinada empresa de calçado estavam a recrutar novos colaboradores.

 

Cheguei à referida empresa e disse ao que vinha. Fizeram-me uma pequena entrevista e decidiram dar-me uma oportunidade de três dias para mostrar aquilo que sabia fazer no ramo, e depois logo decidiam se realmente ficava ou não com o emprego.

 

Claro que fiquei logo todo eufórico, pois ao tempo que andava à procura de uma oportunidade, por pouco que seja, é que já nem se trata de questões económicas mas também de questões psicológicas. Estar em casa tanto tempo não dá um bom resultado mental, asseguro-vos. É ver as dificuldades a aumentar, as contas que não param de crescer, e eu a sentir-me um completo inútil sem uma resolução possível. É desgastante, desesperante!

 

Comecei a trabalhar numa quarta feira. A princípio a coisa não estava a correr muito bem. O trabalho era como cortador de calçado, mas não era à maquina, era cortar a pele toda à mão. A única experiência que tinha era de uma pequena formação que tirei, não era assim nada muito produtivo. No entanto, as horas passaram e o trabalho já estava a correr bem melhor. Vai tudo da prática que ao longo do tempo vamos adquirindo. Fiz logo novos amigos, estava bastante contente, finalmente estava a fazer parte de uma sociedade normal!

 

No final do dia de quinta-feira chamaram-me para uma reunião que ia decidir o meu futuro naquela empresa. Então não eram três dias de experiência? Pois, parece que não foi necessário...

Todo eu tremia, o meu futuro estava nas mãos de três pessoas que estavam na minha frente e que me pediram amavelmente que me sentasse, de rostos fechados. Chefe de secção, diretora de recursos humanos, diretor geral.

 

A conversa foi mais ou menos isto:

 
Diretor: O feedback que temos de si é bastante positivo. No entanto, procuramos uma pessoa com mais experiência, o que não impede que futuramente não o chamemos, tem que aguardar, mas não deixe de fazer a sua vida por causa disto, pois não é uma garantia. Iremos colocar à experiência mais candidatos. Depois iremos decidir.
 
Eu: Claro. Eu vou receber os dois dias que estive aqui a trabalhar?
 
Diretor: Ah... Não. Quando alguém está à experiência não ganha qualquer vencimento. No entanto é mais uma experiência que pode juntar ao currículo.
 
Eu: Posso só me despedir dos meus colegas?
 
Diretor: Claro que sim! Ainda vai acabar o seu trabalho até às 5 e meia!
 
 
A minha vontade no momento foi levantar-me e, sem me despedir, pegava nas minhas coisas e saía porta fora. Mas eu sou uma pessoa que tem educação! Quer dizer, não ia receber nada pelo trabalho que fiz, mas tinha que o cumprir até ao termo do dia. Mas afinal estamos aonde?! Isto revoltou-me de tal forma que fui embora a chorar. Os meus recentes colegas ficaram todos cheios de pena por me ir embora. Ganhei a simpatia e o respeito por todos eles. Acho que só por isso até valeu a pena.
 
 
Conclusão: Estive dois dias a trabalhar para aquecer. Pelas leis que temos no nosso país não temos direito a qualquer vencimento quando estamos a fazer uma experiência. Gastei gasolina e outras despesas para nada.
Aspeto positivo: o meu currículo irá aumentar... será que isto é um aspeto positivo?
 
17
Mai16

À conversa com... Lady Vih

Filipe

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Há 10 anos que tem um blog. Ao longo deste, poderemos ler tantos post que vão desde desabafos de uma adolescente até às publicações de uma mulher de grande coração.

Uma benfiquista ferrenha, uma lady que dá valor às suas palavras e imagens, uma Duquesa na cozinha e um Gucci a atrapalhar.

Senhoras e Senhores, hoje estou à conversa com... a LadyVih.

 

Ora, bons dias! Como sabem, sou a Vânia (LadyVih ou simplesmente Vih), estou com 28 aninhos e continuo a pensar que tenho 18. Sim, eu sei que estou numa crise de quase-trinta mas deixem-me estar!

Recebi este convite com alguma surpresa mas de enorme agrado. Obrigada meu querido Solinho por este mimo e por te lembrares de mim, é um prazer estar no teu cantinho!

Aqui estou eu, sem filtros, no "À conversa com..."

 

Solitário: Olá Vânia, bem vinda. Porquê LadyVih?

LadyVih: Olá Sol. Antes de mais, obrigada por me dares a oportunidade de ser tua convidada no teu cantinho. Isto aqui é agradável!

Ora,  LadyVih  porque um amigo me tratava carinhosamente por Vivi e isso pegou entre os amigos todos.  Um deles, (que era um preguiçoso!) adaptou para Vih e novamente pegou. A partir daí cheguei ao LadyVih. :)

 

S: A Duquesa e o Gato é nome mais recente do teu blog. Qual é a relação que uma Duquesa tem com o seu Gato?

L: Tudo no meu Blog tem algum significado. Nós (eu, namorado e amigos) praticamos geocaching e o nosso nome é "Os Duques". Pelo que eu, que sou a única rapariga, era identificada como "A Duquesa".O Gato é fácil, todos conhecem o Gucci! Vou ser crucificada por dizer isto mas, é como se fosse o meu filhote. Teria de o incluir no meu Blog. É a minha companhia! 😍 Adoro-o! 

 

S: És pior no que fazes melhor. Queres explicar esta frase que faz parte da tua descrição?

L: Essa frase é de uma música dos Nirvana (de quem sou muito fã!). Coloquei-a no meu blog pois sou daquelas pessoas que acho que nunca serei melhor  do que as outras pessoas em nada. Faço sempre as coisas por mim e não para ser melhor do que alguém. Acho que é o que me move. Agradar-me a mim mesma!

 

S: Qual é a melhor imagem e a melhor palavra que te define?

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L: A Palavra será sempre Esperança. Sou alguém que tem sempre Esperança num amanhã melhor.

 

S: Ao longo do teu blog, podemos verificar que partilhavas poesia, muitos deles alusivos à paz. Algum grito de ajuda reprimido?

L: Eu adoro poesia. Adoro principalmente quando ela me transmite PAZ. Como pudeste ver no meu blog, passei por diversas situações em que precisava urgentemente de um pouco dela. Sempre sofri muito com os meus problemas e com os dos outros por isso era algo que, por muito que a pedisse, era difícil alcançá-la.

 

Gosto de gente solidária... São pessoas que me dão orgulho e que me dão imenso gosto de conhecer! Não gosto de gente com a mania de que sabe tudo e pouco humildes.

 

S: Ter uma irmã mais nova foi um pesadelo?

L: Eu e a minha irmã temos 8 anos de diferença. Confesso que foi complicado. Mas não trocava por nada. :)

 

S: Ainda sentes saudades da Sarinha? Conta-nos o que lhe aconteceu.

L: A história da Sara é complicada. (E é aqui que já me metes a chorar)Lembro-me como se tivesse sido na semana passada. E dói como se tivesse sido.

A Sara foi a primeira pessoa que perdi depois da minha prima Eva. E, para piorar a situação, tínhamos estado uns meses sem nos falarmos. Tínhamos feito as pazes há poucas semanas. Lembro-me de sairmos de um teste de Filosofia, do nosso 11ºano e de irmos as duas para o café e ela me contar que estava grávida e de me dizer algo como "És das únicas a saber".  Isso marcou-me mais ainda!

Isto foi numa quinta-feira. Na sexta ela não foi à escola mas nunca nos passou pela cabeça que algo poderia ter acontecido! No dia em que a minha irmã iria dançar nas marchas do concelho, 12 de Junho (Domingo), recebo um telefonema da minha melhor amiga. A Sara tinha falecido no sábado à noite. Tinha tomado um comprimido para abortar que uma médica lhe receitou. 

Na segunda fomos para escola e ninguém conseguia ir ás aulas, tivemos cada professor a falar connosco e a oferecer-nos ajuda mas eles mesmos estavam de rastos e as palavras custavam-lhes a sair. São imagens tão presentes! Alunos a chorar em cada canto, agarrarmos-nos uns aos outros incrédulos... Este processo demorou  uma semana até ao funeral e foi torturante. 

 

S: É difícil dizer adeus?

L: Ai Sol! [lágrimas] Tão, mas tão difícil... Ainda não consegui! 

 

S: Alguma coisa ficou por dizer à tua avó que faleceu?

L: [Ai agora! Queres baba e ranho no teu blog...]  
Que a amava! Nunca lhe disse isso.  E era tão chegada a ela.
 
S: A saudade ainda dói?
L: Tento não me recordar que eles não estão cá.
Depois da Sara perdi o Edu e o Bruno. Um dos meus melhores amigos e outro amigo de infância. Depois a minha avó, avô e padrinho (filho deles). Já tinha perdido dois primos.
Tento ao máximo evitar pensar nisso.
Comecei a acreditar que estaremos todos juntos um dia. E acredito que são eles que são os meus anjos da guarda. Sabes, tenho tido sinais de que estão presentes na minha vida...
Dói muito mas tenho de viver com isso.
 
Adoro animais. E desde pequena que as minhas casas são mini-zoos... Tenho fobia a cobras por isso odeio-as!
 
S: Com que idade tinhas quando a anorexia te "bateu à porta"?
L: Honestamente, com tudo o que se passou na minha vida, perdi a noção do tempo. Mas talvez tivesse 15 ou 16 anos.
 
 
S: O que te levou à anorexia?
L: [Mais umas lágrimas para variar!]
No meu 7º ano comecei a ser gozada por alguns colegas. Sempre fui um pouco peluda e os meus pais achavam que eu era muito nova para começar a depilar algumas zonas. Hoje em dia resolve-se bem mas naquela altura não. E acho que começou por aí...
Depois descambou.
Não sei bem porquê. Não gostava de mim. Achava que estava gorda demais! Tinha um rabo e peito grandes e nunca vestia o mesmo que as minhas colegas. Enquanto as calças delas eram o 36 ou 38 as minhas seriam 40 ou 42. Acontece que, nem com quarenta e poucos quilos ,consegui baixar do número 40. O problema era ter ancas de parideira (como diz a minha mãe!) [Risos]
 
 
S: Foi difícil a recuperação?
L: Não vou mentir. Foi. E devo-a à minha mãe, à minha avó e aos amigos. Foram eles que me tratavam como uma criança e faziam de todos os esforços para comer. Sei que os fiz preocuparem-se imenso. E tenho de lhes pedir desculpa por isso.
 
 
S: Sabemos que a tua relação com o Marco é muito especial. Queres contar-nos a vossa história de amor?
L: Tem a sua piada. [Risos].  O destino tem coisas fantásticas!
As nossas mães trabalham juntas há vários anos! Lembro-me de ter acabado com o Xavier à pouco tempo e de ir ao trabalho delas e da mãe dele me dizer "Ai Teresa, tens uma filha tão bonita. Olha que tenho dois filhos solteiros...". Na altura nem liguei. Queria lá saber de gajos! Estava bem escaldada...
Depois da minha avó falecer e de ter acabado mais uma relação, estava de rastos. Os meus amigos levaram-me a um bar (a ver se me animava) e o meu melhor amigo andava a estudar com malta nova e lembrou-se de os convidar. Entre eles estava o Marco. Maaaas, também não me interessou quem lá estava. Simplesmente não queria saber! Aliás, só soube que ele lá estava porque depois de começarmos a namorar o Hélder me contou isto.
Sinceramente, essa fase da minha vida foi um pouco apagada da memória...
Em 2010 fui tirar um curso para o Politécnico. E um dos alunos era ele. Saí-lhe na rifa. Passava as aulas a gozar comigo. Mas, novamente, não queria saber! 
Passado um mês de aulas, estávamos no mesmo grupo, pois ficamos com amigos meus e ele tinha andado a estudar com eles anteriormente. "Oh gaja. Gaaaaja! Olha, estamos no mesmo grupo de trabalho por isso já me davas o teu número". E pronto, começamos a sair. 
 
 
S: Para quando os filhos?
L: Não sei, Sol. Adoro crianças e quero ser mãe. Mas, com tanta situação nesta vida, desempregada e tudo... Não sei.
 
Adoro cozinhar para quem gosto. Sejam jantaradas, petiscos, doces ou os meus bolos temáticos que adoro oferecer nos aniversários! Não gosto de já não ter metade da minha família comigo... (São os meus anjos da guarda).
 
S: Como descobriram o cancro do teu pai?
L: Descobriram porque a minha mãe insistiu com ele para fazer os exames dos 50 anos. Senão não tinham descoberto nada...
 
 
S: Como te sentiste quando soubeste?
L: Foi horrível. Quando o médico sai lá de dentro e diz "Não podemos tirar o pólipo pois tem aspecto maligno!" caiu-me tudo. Queria chorar, berrar, bater em toda a gente mas tinha ali o meu pai! Não podia dar parte fraca. Deixei-o em casa deles e nem saí do carro. Vim directa para casa e enfiei-me no banho. Chorei até não conseguir mais!
[Vá, Vânia. Chora mais um bocadinho]
 
 
S: Como é viver, ou melhor dizendo, sobreviver, com um doente oncológico?
L: Não é fácil. Tudo muda. O medo é diário. A revolta torna-se a nossa "melhor amiga"!
 
 
S: "Com o tempo aprendemos" é o título de uma publicação do teu blog. O que aprendeste com o tempo?
 
L: Olha Sol, descobri que não aprendi nada. [risos] Em segundos tudo muda.
 
 
S: Os papeis do passado são difíceis de rasgar?
L: Depende doa papéis... Ás vezes tens aqueles "post its" que se agarram à sola dos sapatos. [risos]
Acredito que nem devemos de rasgar nada. Mas sim guardar. Hoje penso assim! Tudo faz parte de quem sou hoje. Não sou a melhor pessoa do mundo mas aprendi a gostar de mim mesma. E isso deve-se ao meu Passado. 
 
Sou viciada em chocolate... Ninguém diria! Odeio frio.. Sou demasiado friorenta para lidar com o Inverno. 
 
S: Alguém te deve um pedido de desculpas?
L: Não. Se é desculpável eu simplesmente esqueço e nem preciso disso. Todos erramos, não é?
 
 
S: O que consideras indispensável na tua vida?
L: Seria saúde... Mas infelizmente é difícil! 
 
 
S: Já reencontraste um grande amor do passado e viste que ele mudou?
L: Ah. Os homens não mudam! [Risos].
Reencontro muitas vezes os meus amores passados pois fiquei amiga de todos (menos de um).  Não acho que algum deles tenha mudado. E o problema foi sempre esse! [haha]
 
 
S: Dentro do estojo da tua vida há um lápis para escrever o teu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o teu mundo e uma caneta para escrever em ti um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usas? Porquê?
L: O lápis para escrever o futuro! Queria garantir que tinha os que amo ao meu lado até aos meus últimos dias...
 
 
S: Obrigado Vânia, foi um gosto enorme conversar contigo!
L: Obrigada eu Sol. Fizeste-me chorar aqui feita uma Madalena. Mas adorei estar no teu cantinho e confesso que esta cadeira é confortável. Fez-me bem. Desejo-te toda a sorte do mundo pois és um ser maravilhoso. Obrigada pela entrevista! <3
 
16
Mai16

30

Filipe

Por mais que eu tentasse esquece-lo, e dissesse que ainda faltava muito, dia do meu aniversário chegou, e com ele os meus 30 anos. Hoje acaba a época dos vintes e começa os trintas. Agora sou um trintão, já amadurecido, mas sempre a brincar como se ainda fosse criança. Porque nunca deixarei morrer a criança sonhadora que ainda existe em mim.

 

Vários amigos já me desejaram os parabéns, um feliz aniversário, mensagens doces e votos de felicidades. Já agradeci e fiquei bastante alegre que o meu facebook hoje está repleto dessas mensagens. Afinal não estou assim tão sozinho.

 

Hoje não será assim um dia muito especial. Não costumo festejar. Festejar o quê? O facto de ficarmos mais velhos?

Irei almoçar fora com a minha mãe e ficamos por aí. Para mim já é o suficiente. Sou uma pessoa simples e humilde como já devem ter reparado.

 

30 já começa a ser um número pesado... Mas acredito que, estes trintas, ainda me irão trazer grandes alegrias e sucesso.

Afinal a idade é apenas um número.

 

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14
Mai16

Saudade

Filipe

Saudade, grande saudade

Que na minha vida ficaste

Que nos meus olhos choraste

A mágoa de não poder sentir felicidade

 

Saudade, grande sentimento

Que na minha alma ficou

Que no meu peito chorou

A tristeza de um momento

 

Talvez por não saber esperar

Ou até pedir demais

Coisas que tu jamais

Me poderias dar

 

Agora a saudade aperta

Sabendo que estás andante

Em qualquer lugar distante

Em qualquer rua incerta

 

E eu aqui fiquei sozinho

Lembrando do passado

Completamente abandonado

Sem saber do meu caminho

 

Saudade, grande memória

Fiquei triste por te ver

Porque sei que vou sofrer

Com toda esta história

 

Espero um dia ser feliz

Sem este sofrimento

Que trago cá dentro

Um sentimento que não quis

 

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12
Mai16

760 Bla Bla Bla

Filipe

Certamente que já repararam que em quase todos os programas portugueses existe um número começado em 760, seguido de outros números fáceis de marcar, para ligarmos e ganharmos um prémio de um valor monetário e mais um carro e por aí... São prémios que nunca mais acabam! A televisão portuguesa anda tão generosa com os seus telespectadores!!

 

Como se já não bastasse ouvir a mesma ladainha de sempre, os nossos apresentadores repetem-na vezes sem conta durante os seus programas e durante minutos infinitos. É que já não há paciência!

 

Depois queixam-se que estão a perder audiências para canais estrangeiros transmitidos pela tv por cabo. Como agora tenho televisão por cabo em casa, não perco tempo a ver esses programas chamados didáticos, cheios de publicidade, autopromoção e com esta estratégia barata de se ganhar dinheiro descaradamente com o público português.

 

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11
Mai16

Autorretrato

Filipe

Sr. Solitário, será sempre o meu nome
De olhos escuros, o rosto magro e comprido
Do destino que, por vezes, me consome
E do desgosto já por mim sentido.

Cabelo castanho e em mau desalinho
É assim que encontro alguma beleza
Feições de criança perdidas no caminho
Que não quero encontrar, com toda a certeza!

Se me perguntarem quem sou, irei responder:
Sou um jovem inteiramente sonhador,
Que vive na fantasia do mais belo ser
E espera alcançar o real sentido do amor.

Por alturas a escrever, outras a cantar
Os sentimentos que procuro no coração.
Umas vezes a sorrir, outras a chorar
E tudo não passa desta simples narração.

09
Mai16

À conversa com... Chic'Ana

Filipe

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Uma das bloggers mais acarinhadas da blogosfera, com um sentido de humor muito presente, peripécias do dia-a-dia muito características, partilhando boas gargalhadas com os seus leitores.

Prendas, choques e One Smile a Day.

Senhoras e senhores, hoje estou à conversa com... a Chic'Ana.

 

Olá, eu sou a Ana, mais conhecida por Chic' Ana, neste momento tenho 30 anos, idade para ter juízo, mas afinal, o que é a idade para além de um simples número? 
Aceitei este convite com um grande sorriso nos lábios, primeiro, porque gosto imenso do Sr.Solitário, e em segundo, porque vos posso dar a conhecer um pouco mais sobre mim. Sou simpática, sorridente, teimosa e resmungona. Aqui estou eu, sem filtros no "À conversa com... "

 

Sr. Solitário: Desde pequena que a tua vida tem sido cheia de peripécias cómicas. Quais eram os teus sonhos em criança?

Chic'Ana: Em criança lembro-me essencialmente de 3 coisas [ar de sonhadora]: Queria saber voar, imaginava-me imensas vezes a voar. Normalmente fazia gestos de natação para me deslocar no ar, até que percebi que eram os meus pais que me pegavam de cada lado e só assim levantava os pés do chão. Adorava ter uma irmã para partilhar as brincadeiras. E, por último, queria mesmo muito chamar-me Vanessa, porque era a menina mais bonita da sala e que tinha todas as atenções.

 

S: Porque alguns deles não se realizaram?

C: Dos 3 apenas um deles não se realizou: mudar o nome para Vanessa. Com o tempo acabei por adorar o meu nome e nada de o querer mudar!

 

S: Qual a profissão que ambicionavas ter?

C: Como em criança tive muito contacto com hospitais, queria seguir pediatria para poder ajudar os outros meninos. Também queria muito ser cantora de música pimba.

 

S: Sentes que tiveste uma infância feliz, ou algo falhou?

C: Tive uma infância super feliz [sorriso rasgado]. A minha família proporcionou-me sempre o melhor, com mais ou menos dificuldades, os momentos em família eram sempre valorizados, os sorrisos uma constante. Os meus pais nunca me falharam (com um orgulho enorme). Pude crescer como uma criança deve crescer: com alegria, com acompanhamento, com educação...

 

S: Ter uma irmã mais nova fez te sentir menos importante para os teus pais?

C: Sinceramente, a felicidade que o nascimento dela me proporcionou era capaz de superar qualquer coisa, mas não, nunca me senti menos importante, apesar de ter uma fase ciumenta. Fui filha única durante muito tempo, não por minha vontade.

 

Gosto muito da minha família, é o meu porto de abrigo. Não gosto de injustiças, tira-me completamente do sério.

 

S: Eras uma boa aluna na escola?

C: Sim, nunca dei qualquer tipo de problema aos meus pais. Até ao 6º ano era aluna de 5’s, até que percebi que aquelas notas não contavam para nada [risos], então, do 7º ao 9º ano deixei que estas caíssem um pouco, mas nunca tive uma negativa. O primeiro susto tive-o no 10º ano, num teste de matemática, no 1º teste tive 4 valores, de 0 a 20, decidi que não podia continuar assim e que era tempo de levantar as notas para seguir o ensino universitário. No segundo teste tirei 19 valores. Depois foi uma questão de as manter!

 

S: Como foram as paixões de adolescente? Algum desgosto de amor?

C: Isto pode parecer um pouco estranho, mas nunca tive um desgosto de amor na adolescência. Tive namorados, sim, mas desgostos nunca.

 

S: Sei que estás a viver com o teu atual companheiro e que são muito felizes. Queres nos contar, resumidamente, a vossa história de amor?

C: Eu sabia que esta questão ia surgir e digo-te já que me dá um enorme prazer responder. A nossa história, como tudo na minha vida, é um pouco estranha. Ao invés de o conhecer a ele e só depois a família, não, quis inovar e conhecer a família toda primeiro. Ele era o único elemento da família que eu não conhecia.
Certo dia, num jantar de anos de um amigo em comum, acabámos por ficar sentados frente a frente. Eu senti logo uma empatia enorme com ele, apesar de achar que ele era um comilão, de ter refilado com ele mal o conheci, de termos trocado provocações e de nos termos irritado. No fim do jantar foi cada um para sua casa mal sabendo o nome um do outro. No dia seguinte, percebi que ele era o tal elemento da família que eu não conhecia. Passei a vê-lo com mais frequência, e a irritação deu lugar a um sentimento mais carinhoso que não parou de crescer até hoje.

 

S: Filhos, para quando?

C: [Ahah] Tenho o sonho de ser mãe, é verdade. Fazer uma viagem ou outra primeiro e depois pensamos nisso!

 

S: Pensas que serás uma boa mãe?

C: [Uma cara séria] Eu espero sinceramente ser uma boa mãe. Mas o que faz com que uma pessoa seja uma boa mãe? Acho que esta é a questão fundamental que só saberei responder quando tiver o meu bebe nos braços.

 

Adoro o mar e a sua imensidão! Não gosto de caracóis... nem vale a pena comentar!

 

S: Acreditas no amor incondicional?

C: Acredito, acredito porque o sinto!

 

S: Criaste o teu blog em finais de Setembro do ano passado. Eu pergunto: porquê Chic'Ana?

C: Ora, o nome, tal como o blog surgiram numa bela tarde de Setembro em que a minha irmã me lançou um ultimato: porque não fazes um blog? É agora ou nunca! E eu fiz! Sem qualquer objetivo e rumo inicial, sem qualquer definição, assim do nada surgiu e foi-se afirmando aos poucos e conseguindo uma identidade. O nome, foi fácil, com tantas Ana’s e eu tendo a mania que sou Chique, foi uma composição engraçada.

 

S: Alguma vez te passou pela cabeça que o Chic'Ana te iria trazer todo este sucesso que tem obtido junto dos leitores ao longo destes meses.

C: Nunca. Sinceramente tudo começou por ser um sítio onde podia desabafar, onde podia publicar os episódios mais marcantes do dia-a-dia, quase como um diário em versão digital. O número de visitas foi crescendo, os comentários também, e hoje ao olhar para trás, já não consigo contar pelos dedos das mãos as pessoas de quem gosto e que tanto me fazem falta diariamente.

 

S: Existe algum segredo para o sucesso?

C: [Risos] Se houver, também o quero! Acho que passa essencialmente por ser o mais natural possível, se não o fores, vão acabar por perceber e o blog perde o sentido pretendido. Lembro-me que a minha irmã me dizia há uns tempos “Tu não achas que podem pensar que estás a inventar as histórias?”. Ao que eu lhe respondi “Acho sinceramente que quem me for conhecendo um pouco, sabe na perfeição que tudo é possível e que não invento nada, se duvidarem, há sempre quem possa confirmar”.

 

S: Qual o sabor do carinho que recebes todos os dias dos teus leitores?

C: [Bastante emocionada] É algo que não consigo descrever. Posso utilizar palavras, mas estas não têm a força suficiente para demonstrar aquilo que eu realmente sinto. É o motor que move o meu blog, sem os leitores, para quê escrever? Precisamos de alguém com quem partilhar a nossa vida, seja real, seja virtual, precisamos sempre de alguém. Pelo menos eu preciso! Detesto a solidão…

 

Gosto da alegia, não há nada melhor que um sorriso. Não gosto da violência, há que fazer algo para alterar este panorama.

 

S: O teu blog é muito marcado pelo humor. Sorrir para não chorar?

C: Eu sou muito natural e entrego-me muito ás emoções. Quando tenho de chorar, choro, sem vergonhas, sem qualquer problema. É a emoção que sinto naquele momento e é essa que tenho de extravasar. Nem todos os posts foram de humor, tenho alguns bastante pesados, que refletiam o meu estado de espírito nesse momento e foram escritos com lágrimas nos olhos. Felizmente tenho tido mais motivos para sorrir do que para chorar, portanto.. vamos sorrir que a vida é bem melhor. Se conseguir com que os outros também sorriam, fantástico!

 

S: O que gostarias de dizer a todas as pessoas que te acompanham todos os dias no blog?

C: OBRIGADA! Essencialmente obrigada. Obrigada por estarem presentes, obrigada pelo carinho, obrigada pelas emoções, obrigada pelas partilhas constantes, obrigada pelos laços que se formaram, obrigada pela amizade. Gosto de cada um por tudo o que os caracteriza, com todos os seus defeitos e qualidades. É muito curioso como nos moldamos e partilhamos comportamentos. Como gerimos diferentes perspetivas. São pessoas reais e isso é do melhor que pode existir.

 

S: Até onde queres chegar? Existe uma meta para a Chic'Ana?

C: Não, eu costumo dizer que por vezes o meu blog parece que tem vida própria e que foge do meu controlo, e é assim mesmo que ele vai continuar. Até onde quiser, quando quiser e como quiser.

 

S: Algum agradecimento que nunca foi feito?

C: [Muito séria] Sim, bastantes. Às pessoas que partiram, principalmente aos meus avós [com algumas lágrimas], que tanto contribuíram para a pessoa em que me tornei, que me mimaram na altura certa, que fizeram tudo o que podiam por mim. Nunca lhes agradeci. Por vezes quando somos pequenos  pensamos que as pessoas vão estar ali sempre para nós, mas tal não acontece. Muito obrigada por terem partilhado experiências e vivências comigo. A minha irmã já não teve oportunidade de os conhecer como eu os conheci e eu tento compensar isso de alguma forma, apesar de não haver compensação possível.
Aos meus pais, o agradecimento nunca é demais. Ás outras pessoas que se cruzaram comigo, penso que fui agradecendo.

 

S: Se tivesses oportunidade de falar com alguém que já partiu, o que gostarias de lhe dizer?

C: [lágrimas, misturadas com um sorriso] Avô, fui eu que dobrei a antena do rádio! Eu explico, o meu avô tinha comprado um rádio para levar para a sua hortinha, na altura, os rádios tinham daquelas antenas gigantes que se puxavam para captar melhor o sinal. Um dos dias os meus pais foram buscar-me à hortinha dele e eu trouxe o rádio e vinha no carro toda contente. Lembrei-me que se colocasse a antena fora do vidro ainda podia captar melhor o sinal e voilá, lá vai a Ana de antena espetada fora do carro. A dada altura estava a ficar demasiado despenteada e toca de fechar o vidro.. Fechei o vidro, mas esqueci-me da antena de fora, portanto, o vidro ao fechar, na altura sem sensores, dobrou a antena toda, sendo quase impossível de endireitar. Depois coloquei o rádio em cima do móvel do meu avô como se nada se passasse. Ainda hoje guardo carinhosamente o rádio com a antena amolgada! Essencialmente queria dizer aos meus avós que os adoro!

 

Sou louca por gelados! Até no Inverno os como! Detesto atrasos, fico num frenesim interno sempre que alguém se atrasa!

 

S: Alguém te deve um pedido de desculpas?

C: Penso que não. Todos erramos, todos seguimos em frente e por vezes a palavra desculpa está presente nos gestos e nas atitudes, portanto, não há nenhum pedido do qual me recorde que deveria ter sido feito.

 

S: Para quem seria o teu sorriso mais sincero agora?

C: Para ti, que me convidaste com toda a abertura, espontaneidade para estar aqui presente à conversa.

 

S: O que consideras indispensável na tua vida?

C: Ter alguém, eu preciso de ter sempre alguém com quem partilhar algo. Pode ser o marido, a irmã, família, a amiga ou amigo. Eu sou uma pessoa que precisa de pessoas. Para além desta componente muito forte, preciso também de exercício, de me mexer.

 

S: Dentro do estojo da tua vida há um lápis para escrever o teu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o teu mundo e uma caneta para escrever em ti um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usas? Porquê?

C: Ui!! Escolha bastante complexa… Bom, começando pela borracha,, não a utilizaria, porque o passado fez de mim aquilo que sou hoje. Uma régua para medir as alegrias também não, teria de ser uma régua muito grande e já teria saltado fora do estojo. Já tenho imensos nomes gravados em mim, portanto também não precisava da caneta… O futuro será uma incógnita, e escrevendo a lápis pode sempre ser apagado, portanto, que venha o compasso para desenhar o meu mundo. Um mundo que espero que seja melhor a cada dia que passa.

 

S: Obrigado Chic'Ana, foi um gosto enorme conversar contigo!

C: Obrigada eu por esta oportunidade. Confesso que se o objetivo era respondermos de coração, tendo as emoções à flor da pele, conseguiste na perfeição. Não estava à espera de muitas das questões. Foi realmente um prazer estar aqui neste bocadinho.

07
Mai16

Bullying (parte 2)

Filipe

São 17 horas. O dia começa a findar-se, pois estamos no horário de inverno. Não tive a ultima aula do dia mas tenho que esperar pela hora do autocarro aqui dentro da escola. O autocarro chega sempre por volta das 18:30 só. Para passar o tempo caminho pela escola e fantasio muitas coisas na minha mente, brinco ao faz de conta.

Existe um mundo paralelo na minha cabeça, um mundo imaginário, sonhador. Nesse mundo acontece tudo aquilo que eu quero que aconteça. Nesse meu próprio mundo eu sou um herói e todos os alunos da escola gostam de mim e dão-me palmadas nas costas, congratulando-me.

 

Depois de um dia exaustivo de aulas com algumas agressões verbais à mistura, a minha vontade é chegar rapidamente a casa, jantar e ver televisão até à hora de me deitar. Ou então brincar com os meus verdadeiros amigos, os meus vizinhos. Na escola não tenho amigos, só pessoas que gozam comigo e me tratam como se fosse lixo.

 

De repente, eis que surgem dois rapazes na minha direção. Não gosto deles... Fazem-me coisas horríveis. O meu coração começa a bater descompassadamente. Dá-me um frio na barriga... Nunca senti tanto medo em toda a minha vida, pois eu sei o que aí vinha...

A primeira coisa que me dizem quando chegam perto de mim é apenas um "olá".

Seguidamente cospem-me na cara!

Escondo a cara com os braços, horrorizado. Continuo a caminhar pensando que isto acaba por ali. Mas eles continuam. Cospem-me da cabeça aos pés deixando-me sujo, nojento! Tento fugir, mas um deles agarra-me para que não possa fugir mais. O outro continua a cuspir. Riem-se muito de mim e daquilo que estão a fazer.

Não digo nada, fico em silêncio. Não sei que dizer, mesmo que diga alguma coisa será pior para mim. Podem-me bater.

Ser cuspido é horrível! Mas se me baterem é pior, vai doer mais.

 

Anoiteceu e não há ninguém na escola à vista para me ajudar.

Finalmente eles param e eu fujo para a casa de banho. Passo água na cara e na roupa para limpar a expectoração toda que tenho deles. Fico com nojo de mim próprio, com um cheiro nauseabundo que me dá vómitos. E choro, choro muito! A água que passo no meu rosto e cai pelo ralo abaixo também levam as minhas lágrimas salgadas e amarguradas. Tenho vontade de desaparecer.

 

Chego a casa e não conto nada a ninguém. É humilhação demais ter de contar uma situação tão nojenta, tão cruel. Iriam gozar ainda mais comigo por eu não saber defender-me de tamanhos actos. Mas como posso eu defender-me se tremo de medo da cabeça aos pés!

Amanhã será outro dia...
 

o-BULLYING-facebook.jpg

 

06
Mai16

O tampão

Filipe

Acredito e entendo que ser mulher não deva ser nada fácil. E então, naqueles dias do mês, deve ser uma complicação!!

Hoje decidi vestir a vossa pele. É verdade, acreditem! Hoje quem vos vai contar uma história é a Sr.ª Solitária. Dêem-lhe as boas vindas

 

Hoje tenho um jantar de amigos importantíssimo, estou tão empolgada!! Vou usar o meu melhor vestido, quem sabe não encontro a minha metade da laranja hoje? Tenho que estar linda e deslumbrante!

Oh merda, veio-me o período!!! E agora? Não posso usar o meu vestido lindo de gala com umas cuecas que mais parecem da minha avó só por causa de utilizar um penso! Vou ter que usar um tampão... Ai não gosto nada! Bem, tem que ser... cá vai disto... hummmmm... pronto já esta aquela coisa lá dentro. Sinto-me tão desconfortável. Ai odeio ser mulher!

Tenho que levar alguns na carteira, vou precisar de o trocar certamente.

 

Já estou no jantar. Tem aqui homens lindíssimos!! Até se me dá os calores, mas tenho que controlar a minha excitação, não vá o tampão encher com demasiados fluidos!

Um homem muito elegante e charmoso sorri-me e pisca-me o olho. Eu sorrio mas não dou mais confiança do que isso, não vá ele ter segundas intenções. Hoje estou entupida, literalmente!

 

Durante o jantar vou à casa de banho trocar o tampão. Outro processo desconfortável, pois tenho que tirar um para logo depois colocar outro. Vocês homens não entendem, mas se quiserem entender, é fácil! Enfiem um supositório no rabo e vejam se gostam!

 

Acabamos de jantar e percebo que vai haver um baile. Oh meu deus!! Mas como é que eu vou dançar com um tampão dentro de mim?!

O homem elegante e charmoso convida-me para dançar mas eu recuso com um sorriso demasiado exagerado. Ele afasta-se de mim e eu penso que devo ter feito a maior cara de parva de sempre. A culpa é do tampão senhor, não é minha!

 

Para não parecer um objeto à parte dos outros tento dar uns passos de dança juntando-me com umas amigas solteiras e sem par como eu, talvez porque também elas estão com o período?!

Ao dançar sinto uma espécie de cócegas na perna... será que tenho uma formiga?! Oh hoje estou num dia de azar!

Corro para a casa de banho mas vejo que não é formiga nenhuma, é o fio do tampão que se escapou por entre as cuequinhas e estava a fazer-me cócegas nas pernas.

Definitivamente este não é o meu dia!

 

Despeço-me das minhas amigas e vou para casa descalçar-me e enfiar-me debaixo do chuveiro.

Estou deitada e penso no homem elegante e charmoso. Podia pelo menos pedir-lhe o número de telefone, e podíamos nos encontrar daqui a 5 dias sem qualquer dificuldade.

 

Ai! Ser mulher é muito difícil!

 

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