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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

06
Mai16

Follow Friday do Solitário

Filipe

Bom dia.

Hoje também eu vou participar no follow friday.

Contudo, quero deixar aqui o meu grande agradecimento à Maçã da Mafalda pela sugestão que fez hoje para o meu blog.

 

A minha sugestão para esta follow friday vai para um blog que gosto muito de acompanhar porque me arranca umas boas gargalhadas logo pela manhã.

Falo do blog Partícula do Infinito.

Moralez, esta é para ti

05
Mai16

Meias no soutien

Filipe

A minha irmã é daquelas pessoas que faz "uma no cravo e outra na ferradura". Já contei um episódio bastante preocupante dela aqui.

No entanto, hoje vou contar-vos um outro episódio mas, desta vez, mais caricato, para verem até que ponto as nossas adolescentes chegam.

 

Ora estávamos no verão, fazia muito calor e, então, decidimos ir até às piscinas municipais da cidade mais perto. Eu não queria muito ir mas ela insistiu tanto que lá lhe fiz a vontade.

 

Chegando lá, a nossa vontade foi logo enfiar-nos dentro de água.

Eu não sei nadar, confesso, e por isso mesmo vou para a piscina das crianças... Agora percebem porque não quero ir muito às piscinas. Vou para a piscina das crianças e tento dar uns mergulhos, tento aprender a nadar e tal, às vezes até engulo água sem querer tais são os meus falhanços... sabem aquela água onde as crianças vão e fazem xixi lá... bem adiante!

 

A minha irmã sabe nadar e orgulha-se muito disso. E para me invejar ainda mais, quer sempre mostrar-me aquilo que sabe fazer dentro de água.

Então, nesse dia, ela virou-se para mim e disse-me "olha para mim que eu vou fazer o pino dentro de água!!". Fiquei impressionado com tamanho feito dela. Vi-a de cabeça para baixo e de pernas no ar, bem esticadas, fantástico!

 

De repente, vejo um par de meias a flutuar na água! A minha irmã levanta-se toda orgulhosa do que fez, mas quando vê as meias ali a flutuar, apanha-as e corre para a casa de banho como uma louca.

Quando chega eu pergunto-lhe "o que é que aconteceu?". Ela respondeu-me que pôs meias no biquini para fazer com que tivesse mais mamas para encher o biquini. E não foi só nesse dia, ela sempre punha, só que desta vez a coisa correu-lhe mal! E que mal!

Eu ri tanto nesse dia!!

 

Nunca reparei em tal coisa, até porque eu não ando a reparar nas mamas da minha irmã como é óbvio!

Estas adolescentes fazem cada uma.

 

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03
Mai16

Um novo header

Filipe

Não sei se já repararam, mas este blog tem um novo cabeçalho. Está lindo não está? De facto, eu mudei o header, mas todas as honras de tal feito, devem ser direcionados para a Mula, que foi quem o idealizou tão prontamente e de uma forma tão querida e atenciosa. Obrigado!

 

Este header diz muito sobre este vosso amigo solitário que, pelos vistos, não está tão solitário assim, graças a vocês.

Como fundo podem ver uma folha pautada, em jeito de diário, pois tenho feito deste blog o meu diário pessoal.

A árvore dos livros combina o conhecimento com a sabedoria, mas também o meu gosto enorme pelos livros. Sou um apaixonado pela leitura! Muito em breve irei ter uma TAG exclusivamente só para partilhar as minhas leituras.

O pássaro confere-lhe um espírito livre. Afinal eu sinto-me livre de escrever tudo aquilo que sinto e que me vai na alma sem temer qualquer tipo de represálias.

A pena oferece um toque de classe, alusivo à escrita manual de um diário também, como se o título deste blog fosse escrito à mão.

 

Espero que gostem tanto como eu gosto. Mais novidades estão para chegar brevemente... Fiquem atentos! O Sr. Solitário chegou à pouco tempo aqui à blogosfera, mas parece que veio para ficar.

 

02
Mai16

A psiquiatra

Filipe

Acordei cedo hoje. Estava um pouco ansioso, não muito, pois aquele comprimidinho ajuda nesse sentido. O sol jorrou os seus largos raios através da minha janela mal abri o estore, que ótimo! Acordar assim, é meio caminho andado para uma boa disposição.

 

Saí de casa em direção à clínica onde iria ter a consulta de psiquiatria, fui mais cedo que a hora prevista, o que nestas situações fica sempre bem.

Após ter encontrado a clínica (não foi muito difícil), dirigi-me à receção, disse ao que vinha e de lá me informaram que deveria descer as escadas que se encontravam do lado esquerdo e aguardar na salinha de espera que me chamassem.

 

A sala de espera era de cor branca e de boa iluminação, talvez alusivo à transmissão de paz. Havia alguns bancos dispersos e uma mesinha com algumas revistas informativas.

Peguei numa revista e comecei a folhea-la e a ler somente aquelas letras grandes.

Estava sozinho. Imaginei quantas e quantas pessoas já estiveram ali, naquela mesma sala, com os seus diversos problemas, e de quantas vezes aquelas revistas foram folheadas e lidas.

 

A porta abriu-se e uma senhora chamou pelo meu nome. Disse para aguardar mais um pouco porque a doutora estava um pouco atrasada, pelo menos mais meia hora teria de esperar. "Oh merda!" pensei eu, pois farto de esperar já estava eu... porque é que vim tão cedo!

Repreendi-me por não ter trazido um livro para me entreter, aquele que está na barra lateral direita deste blog, que me tem pregado a ele nos últimos dias. É que nem bateria no telemóvel tinha para jogar!

Então, pensei em todos vocês. Pensei mesmo! Pensei na força que me estariam a dar e naquilo que iria escrever aqui hoje.

 

Entretanto, a doutora chegou. Disse-me para entrar e pediu desculpa pelo seu PEQUENO atraso!

Vi que o gabinete continha apenas uma secretária e cadeiras. Nada de um sofá cama onde me iria deitar! Tantos mitos que se criam à volta da psiquiatria...

Após algumas perguntas de circunstância para me conhecer melhor e preencher o meu histórico, convidou-me a falar um pouco com ela. Foi muito simpática e doce.

Disse-lhe que nem sabia por onde começar! Mas falei, falei tudo, tudo e tudo! Ela acenava com a cabeça constantemente em sinal de entendimento, sem me interromper, sorrindo quando olhava para ela e eu sempre remexendo as mãos.

Quando acabei de falar respirei fundo. Aquele peso na alma que estava reprimido há tanto tempo!

 

Segundo a psiquiatra, parece que tenho uma insónia psicossomática (tenho que pesquisar sobre isto, desconhecia), associada a crises de ansiedade que por si só levam a comportamentos obcessivo compulsivos.

Ao que parece, não me vou ver livre desta psiquiatra tão cedo, pois já tenho outra consulta para o próximo mês. Preciso de ser acompanhado de perto.

 

Fui à farmácia aviar a receita e a farmacêutica me disse: "tenho tanta pena de te vender isto a ti, és tão jovem ainda para tomar isto! E és tão bonito! Mas quem sou eu para falar? Só quem passa por isto é que sabe".

Não poderia estar mais de acordo. Só quem passa por isto é que sabe o quanto custa, o quanto dói...

 

A senhora foi muito simpática, agradeci-lhe imenso, disse-lhe que era uma má fase que iria passar um dia.

"Claro que sim, força! Tu és um rapaz muito bonito, vais ultrapassar isso." - respondeu-me ela.

E lá fui eu para casa, feliz por um elogio, mas também por saber que hoje inicio uma nova batalha que sei, tenho a certeza, que irei vencer.

 

EU ESTOU DOENTE, NÃO SOU DOENTE!

 

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01
Mai16

O segundo encontro

Filipe

O meu pai fez anos no dia 26. Mandei-lhe uma mensagem de manhã bem cedo dando-lhe os parabéns e desejando-lhe um dia feliz.

Já estava combinado um segundo encontro, um jantar em jeito de festejo, no próximo sábado, só que desta vez não estaríamos sozinhos, uns tios meus também vinham com ele. A minha irmã também veio com a minha sobrinha, um jantar de aniversário em família.

 

Também já não via esses meus tios há bastantes anos, tantos até que quase não os reconheci mal os vi, quando olhei pela janela, ontem à tardinha, quando chegaram para o jantar.

Tanto eu como a minha irmã, vestimo-nos a preceito, quisemos causar boa figura. Finalmente o meu pai iria conhecer uma das suas netas! As emoções estavam no auge.

 

Confesso que estava um pouco receoso de como os meus tios iriam reagir connosco, visto que nunca houve grande intimidade entre nós.

Os meus receios estavam completamente errados. Pessoas extraordinárias, humildes e de bom coração. Adorei estar com eles também.

 

O jantar veio em travessas bem cheias, até parecia que estava num casamento, um prato de carne e outro de peixe, tudo a rigor. Nunca paramos de conversar. Falávamos uns com os outros numa grande confraternização, muitas das vezes até de boca cheia! É falta de educação, eu sei, mas há sempre tanta coisa por falar após anos e anos sem um contacto!!

 

O meu pai pegou na neta no colo e eu vi que ele quase chorou ao fazer-lhe mimos e ao falar com ela, arrancando-lhe poucas palavras, ou não estaria ela cheia de vergonha, como sempre fica em contacto com outras pessoas que não conhece.

 

Quando chegou a hora de irmos para casa, ninguém queria ir. Ninguém queria aquela despedida, o momento foi tão bom, tão ternurento, que o queríamos prolongar durante mais horas e horas. Rimos tanto, estávamos tão felizes!

Mas tinha que ser. Despedimo-nos com muitos beijos e abraços, promessas de que da próxima vez nós iríamos jantar a casa deles, e a minha tia iria fazer o seu melhor prato! Ficou marcado já um terceiro e um quarto encontros.

 

Dissemos adeus através do vidro do carro e, bem devagar, fomo-nos afastando até os perder de vista.

Eu tremia tanto que nem conseguia escrever uma mensagem, tanta era a emoção que sentia naquele momento!!

 

Foram tantos momentos como este que perdemos pai, e eu não consigo perceber porquê. Maldito orgulho.

Mas vamos sempre a tempo de os recuperar, sempre!

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