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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

09
Jul16

Compal Veggie - a desilusão

Filipe

Domingo passado, numa superfície comercial, estava uma menina muito simpática numa mesinha de prova onde o produto para degustação era o tal Compal Veggie, um sumo à base de vegetais.

 

Já estive tentado a comprar para experimentar, pois gosto imenso da marca, mas confesso que me causa alguma aversão saber que estou a beber sumo de vegetais, algo nunca visto.

Ora ali estava uma ótima oportunidade para experimentar o sumo em questão e, caso gostasse, até levaria. Contudo, tal não aconteceu.

 

Disse que queria experimentar o multi-vegetais. A menina sorveu um pouco do sumo num copo que instintivamente cheirei. O cheiro não era nada agradável e disse que não queria beber aquilo... A menina disse "oh agora tem que experimentar" e eu assim fiz.

Digo-vos, com toda a sinceridade, foi a pior coisa que eu bebi em toda a minha vida!! Até tive vontade de vomitar.

Há pessoas que gostam e não estou aqui a por em causa a qualidade do produto, pois os gostos são relativos. Mas eu não gostei nem um pouco.

O único que parece ser melhor é o que contém beterraba e maçã. Esse sim tem um tom adocicado.

 

Ainda bem que mais à frente estava uma outra senhora a fazer degustações de gelados de outra marca. Sorvi dois sabores diferentes, guloso que sou e fiquei mais contente.

 

Compal-veggie.jpg

 

08
Jul16

6 coisas que precisa saber sobre o suicídio

Filipe

Quando o assunto é algo delicado como o suicídio, é normal que surjam diversas dúvidas e tabus. Assim, na lista abaixo, reunimos seis aspectos importantes referentes ao tema:

 

1. Segundo a OMS, o número de mortes por suicídio, em termos globais, para o ano de 2003 andou em torno de 900 mil pessoas, e, para cada suicídio, há, em média, 5 ou 6 pessoas próximas ao falecido que sofrem consequências emocionais, sociais e económicas;

 

2. Os registos oficiais sobre tentativas de suicídio são mais escassos e menos confiáveis do que os de suicídio. Estima-se que o número de tentativas de suicídio supere o número de suicídios em pelo menos dez vezes;

 

3. Os principais fatores de risco para o suicídio são: história de tentativa de suicídio; transtorno mental;

 

4. A maioria das pessoas com ideias de morte comunica seus pensamentos e intenções suicidas. Elas, frequentemente, dão sinais e fazem comentários sobre “querer morrer”, “sentimento de não valer pra nada”, e assim por diante. Estima-se que pelo menos dois terços das pessoas que tentam ou que cometem suicídio haviam comunicado de alguma maneira sua intenção para amigos, familiares ou conhecidos;

 

5. A ideia de que os profissionais da saúde mental não podem questionar os pacientes sobre a existência de intenções suicidas pois assim os estariam induzindo a isso é equivocada: é importante que se converse sobre isso de modo franco e sensato;

 

6. O suicídio não é um ato de covardia (ou de coragem) como muitos o caracterizam; ele é uma ação auto-inflingida resultante de uma dor psíquica insuportável.

 

A lista foi elaborada com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Manual de Prevenção do Suicídio, do Ministério da Saúde.


Informação retirada daqui.

 

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07
Jul16

À conversa com... Little Miss

Filipe

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Uma pequena Miss, com os seus little problems, decidiu criar um blog e com ele vieram muitas gargalhadas, partilhas, amizades e os seus rasos devaneios. Apaixonada por relógios, sapatos e animais.

Senhoras e Senhores, hoje estou à conversa com... a Little Miss.

 

Olá a todos!!! Eu sou Cátia, conhecida por estas bandas como LITTLE Miss. Tenho 20 anos (sim, fico-me nos 20 porque é a idade que sinto). Sou fã incondicional da Mafalda e loucamente apaixonada pelos meus animais. Sou licenciada em Gerontologia. Anseio com o dia em que possa juntar todas estas minhas paixões…

Cá por casa sou conhecida como a maluquinha das mudanças, a que só quer relógios e a que tem mil malas e continua a querer mais! Estou aqui sem filtros, no "À conversa com…"

 

Sr. Solitário: Olá Cátia, bem vinda. Porquê Little Miss?

Little Miss: Olá Sr. Solitário (sorrisão!). Bem, tenho mesmo de explicar o porquê? Brincadeirinha… LITTLE Miss pelo meu tamanho e pela maneira como gosto de gozar com isso. Além do mais, vou-me deparando com certas dificuldades e julgamentos por assim ser.

 

S: Foi complicada a vida de uma pequena princesa na escola?

L: Acho que é para todos, um pouco pelo menos. No meu caso, era mais pequena que os outros, usava óculos cor de rosa dos 101 dálmatas e totós, a combinação perfeita para o sucesso (risos). Às vezes acho que os meus pais faziam de propósito para ser gozada (risos). Mas a certa altura aprendi a dar a volta por cima e fazer dos defeitos feitio. Só muitos anos depois de sair da escola, em conversa com antigos colegas, percebi que não era o patinho feio como me sentia. Na verdade, até era o contrário…

 

S: Ambicionavas ser cantora. Porque não seguiste esse sonho?

L: (suspiro) Por variadíssimas razões, uma delas a falta de confiança no meu talento. E outra, não menos importante, é o pânico de cantar em público. O CM, por exemplo, nunca me ouviu cantar pessoalmente. Como sei que adora a minha voz, costumo enviar-lhe gravações de vez em quando. Mas o sonho não está posto de parte, nunca é tarde demais... (sorriso)

 

S: Explica-nos o porquê dessa tua relação tão forte e tão afetiva com os animais.

L: Não sei explicar bem, é natural. É amor e o amor não se explica, sente-se! (sorriso) Desde muito nova que sempre trouxe todos os animais e mais alguns para casa. A minha mãe nunca gostou muito mas ainda hoje isso acontece, com ela a refilar (risos). Desde sempre tive esta mania de querer ajudar tudo e todos, acho que vem daí…

 

Quanto mais conheço as pessoas, mais AMO os animais! Detesto pessoas que acham que sabem tudo pois nunca saíram daquele mundinho para tentar perceber outros pontos de vista.

 

S: Quais são os principais problemas que encontras ao ser pequena?

L: (gargalhadas) Não encontro problemas mas sim degraus para subir e anedotas para me rir. Acho que na verdade o meu “problema” (não gosto da palavra) é ser mulher, porque o meu pai também é pequeno e ninguém o desrespeita, como a mim. Mas a principal dificuldade, sem dúvida, é que não me levem a sério. Que me tratem como se tivesse 15 anos, como na realidade pareço (risos).

 

S: Alguma vez desististe de algo por esse motivo?

L: Sim, de ser modelo e ir para a tropa (gargalhadas). Era uma pergunta a sério? Ah, ok. Nunca desisti de nada por ser pequena nem tenciono desistir! O tamanho não me impede de nada. Se não chegar onde quero, vou buscar uma cadeira (gargalhadas).

 

S: Há um ditado que diz que tudo o que é pequenino é bonito. Concordas com isso?

L: Ó Solitário, se visses a minha cara não dizias isso (gargalhadas). Mas esse ditado só contribui para que não consigam levar-me a sério, olham para o que digam o pensam “olha que giro, a menina a querer ser crescida”. Fico fula!!!

 

S: Quando sentes vontade de gritar com o dobro da tua voz? Gritar o quê?

L: Quando vejo injustiça, seja comigo ou com os outros! (com cara de má). E como disse acima, quando não me levam a sério!

 

Adoro compras! Faço compras pela sensação boa de vestir uma peça nova e sentir-me vaidosa com isso. Quando sentimos inveja de alguém fazemos com que a nossa vida ande em círculos.

 

S: Sentes que por mais que grites não és ouvida?

L: Às vezes sim. Mas quando isso acontece decido contornar a questão. E se mesmo a gritar não me querem ouvir, então é porque não existe interesse. E para quê gastar o meu latim com quem não quer saber???

 

S: Aqui no blog gostamos muito de ler histórias de amor. Conta-nos a tua com o CM.

L: Oh meu deus (suspiro). Tinhas de tocar no CM (sorriso apaixonado). Será que temos espaço para isto? Bem, muito resumidamente, eu e o CM fomos colegas de secundário e conhecemo-nos desde aí. Ele era o mal humorado que me fazia companhia nas aulas de matemática. Irritava-me ser tão mal disposto de manhã, visto que eu mal abro a pestana já estou a cantar e saltar de alegria. O nosso reencontro deu-se 4 anos depois, no autocarro de regresso de Bragança para casa. Em Mirandela entra um sujeito que não me é estranho, era ele! E foi aí que se deu o nosso reencontro, os nossos serões de sábado à noite em grupo e o meu aniversário. E foi ao convida-lo para o meu aniversário, junto com o restante grupo, que o abraço se deu, finalmente (sorriso). E até hoje continuamos a aturarnos um ao outro e assim vamos continuar, até sermos muitoooooooooooo velhinhos (sorriso). E não conto mais se não choro (quase a chorar…)!

 

S: Acreditas no amor incondicional?

L: Claro que acredito! Acho que somos a prova disso (sorriso)…

 

S: Para quando um ou uma little?

L: Bem, esta é uma área que me atormenta. Digamos que não me sinto nada preparada para ser mãe e para tudo o que isso implica. Pelo menos para já. Ainda há muita coisa que quero fazer sozinha e a dois. Um ou uma little virá se/quando sentir que é o momento certo. Mas não será tão cedo…

 

O CM é o amigo, o namorado, o companheiro para a vida! Completa-me e faz com que juntos sejamos o equilíbrio. O ciúme é uma das armas mais destruidoras.

 

S: O humor tem um papel importante na tua vida. Sorrir para não chorar?

L: Não, nada disso! Quando tenho de chorar, choro. Sou muito transparente. Sorrio porque é mais fácil, sabe melhor. Sempre estive rodeada de pessoas que se queixam a toda a hora da vida delas, que andam sempre deprimidas com coisas que não têm importância para tal. Por ninharias. E depois existe o meu pai. Que apesar de tudo, me conseguiu contagiar com o bom humor. O resto foi tudo uma questão de procurar o que realmente sou. Vi-a que fazia muito mais sentido sorrir do que andar triste, como todos os que me rodeiam.

 

S: No dia 4 de março de 2001 aconteceu uma das maiores tragédias em Portugal. O que sentiste nesse dia?

L: Muita confusão à minha volta. Tal como descrevi à pouco, num post meu, só me apercebi muito depois do que se estava a passar e porque toda a gente falava de uma ponte que caiu. Havia um barulho de fundo em todo o lado, burburinho. Lágrimas por toda a parte. Gritos de desespero. Eu era uma criança à qual ninguém sentou para explicar, com calma, o que se estava a passar. Tive de entender à força…

 

S: Perdeste algum familiar nesse trágico acidente?

L: Sim, perdi. Na queda da ponte perdi a minha avó, o meu tio e o meu primo de 16 anos (suspiro de saudade).

 

S: Culpas alguém pelas tuas perdas?

L: Não me sinto no direito disso. Tudo aconteceu porque tinha de acontecer. O que mais custa é lidar com a perda. E culpar alguém pelo sucedido não faz com que as feridas curem…

 

A sensação de ficar a ver o mar por tempos indetermináveis dá-me uma calma profunda... A injustiça, de qualquer tipo, é o que me faz transformar e ir contra tudo e todos!

 

S: É difícil dizer adeus a alguém que está em parte incerta? O que gostarias de lhes dizer, se te pudessem ouvir?

L: Acima de tudo é mais complicado fazer o luto sem um corpo, sem uma prova por assim dizer. Apenas a minha avó apareceu, já em Galiza. E como deves calcular o estado não era nada que se quisesse ver. Contudo, o meu pai teve de ver para reconhecer o corpo. Foram tempos difíceis, até para uma criança… (lágrimas).

Gostaria de lhes dizer que gosto muito deles e sinto falta. Mas penso que eles sabem disso, onde quer que estejam…

 

S: Castelo de Paiva ficou em luto. Quais os momentos mais marcantes e emotivos que te recordas?

L: As cerimónias religiosas à beira da ponte caída. Odiava aquele rio castanho! E aquela ponte ali caída, como se fosse feita de papel. E quando tiraram o autocarro do rio senti uma tristeza tão grande que não sabia como libertá-la. Só conseguia imaginar a aflição de alguém que está a cair e não sabe nadar. Alguém que está a morrer e sabe que está. Foi muito complicado voltar a passar naquela ponte…

 

S: O luto já passou?

L: O luto foi feito para alguns, para outros não. Acho que aqui em casa ficou a saudade, o luto foi feito. Teve de ser feito, forçosamente. As feridas são para curar e para nos tornar mais fortes. Ninguém pode viver eternamente agarrado a algo que aconteceu, ao luto.

 

S: A que sabe a saudade?

L: Depende dos tipos de saudade. Já perdi várias pessoas. As que perdi nessa altura consigo ter saudade boa, consigo sorrir e falar deles todos. Com o tempo fui aprendendo a gerir as emoções e a saber que a saudade existe para manter alguém que gostamos na nossa vida, mesmo que já não esteja entre nós (sorriso).

 

S: Quais são os teus medos?

L: Medo de perder as pessoas que amo! O meu medo resume-se a isso pois tudo o resto eu posso contrariar, controlar e ultrapassar...

 

S: Se pudesses, o que mudarias no mundo?

L: Ui, tanta coisa! Acima de tudo a injustiça. Se conseguisse eliminar a injustiça muita coisa mudaria…

 

S: De quem gostarias de ter um abraço inesperado?

L: (muitas lágrimas, sem parar!) Merda! Tocaste no ponto sensível. Gostaria de ter um abraço muito apertado do meu avô que perdi quando tinha 6 anos e tanta falta me fez. Mantive-o presente em todos os momentos marcantes da minha vida, imaginando como seria ou o que dizia se estivesse lá. E assim vou continuar a fazer. Foi muito complicado ficar sem ele. Era ele que me defendia de tudo e todos, era ele que me ensinava como ser forte. Sem ele tive de aprender a usar a força que ele me ensinou.

 

O outro abraço era da minha avó, esposa dele, que perdi recentemente. Há muita coisa que ficou por dizer, muita coisa que terei de saber ultrapassar. E ainda hoje, quase 1 ano depois, não consigo… (lágrimas de novo)

 

S: Dentro do estojo da tua vida há um lápis para escrever o teu futuro, uma borracha para apagar o passado, uma régua para medir as alegrias, um compasso para desenhar o teu mundo e uma caneta para escrever em ti um nome difícil de apagar. Qual destes objetos usas? Porquê?

L: Usaria o lápis, não para escrever o futuro à minha maneira ou de acordo com as minhas vontades, mas sim para registar o meu futuro. Sei que tudo aquilo por que virei a passar será bom, com pedras pelo meio ou não, quero que fique registado…

 

S: Obrigado Cátia, foi um gosto enorme conversar contigo.

L: Obrigada eu Solitário, por esta oportunidade de me dar a conhecer. Foi um gosto enorme estar aqui no teu cantinho. Adorei a conversa!!!

06
Jul16

Uma grande irresponsabilidade

Filipe

No domingo estava a fazer as minhas compras semanais quando vejo um casal acompanhado de uma criança que passaram ao meu lado. Vinham da praia, pude verificar pois estavam bastante bronzeados, ou melhor dizendo, queimados pelo sol.

 

O que mais me indignou nesta pequena situação foi o facto de a própria criança, que não deveria ter mais que 8/9 anos, ter também um desagradável escaldão!

Os braços, que era a parte mais à mostra, estavam de uma cor alaranjada que até me deu impressão!

 

Obviamente que estes pais não usaram protetor e, pior ainda, não colocaram protetor solar na criança. Mas que grande irresponsabilidade!

Depois de tanta informação disponível e de tantos casos de graves doenças provocadas pela falta de protetor solar e demasiada exposição ao sol, acho ridículo ainda existirem comportamentos destes. Se os pais não quiserem utilizar, problema deles. Agora não colocar protetor solar na criança, num filho que depende dos conselhos dos pais, da proteção deles, é mesmo falta de responsabilidade! Passo a redundância da palavra.

 

Os senhores aperceberam-se que estava a olhar com indignação mas continuaram com a vida deles e eu também continuei com a minha.

Uma vez apanhei um escaldão enorme, tão grande e tão traumático, que hoje em dia não vou à praia sem colocar protetor sempre de hora em hora. É com os erros que aprendemos. Esperemos que esses pais também aprendam com os deles, antes que seja tarde demais.

 

 

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05
Jul16

Gentes da minha terra #02

Filipe

Conheci a Sr.ª Maria quando, ainda muito jovem, ia rezar o terço à capela da minha zona durante o mês de maio, mês de Maria. Sou católico, a religião que a minha mãe me ensinou. Atualmente considero-me um católico não praticamente, pois não confio muito na igreja, na minha opinião a igreja de hoje serve mais como um negócio do que apenas um local para a prática da nossa fé. Mas já iria entrar por outros caminhos que não quero. Foquemo-nos então na história de uma grande mulher que quero contar.

 

A Sr.ª Maria é uma senhora muito doce, adora crianças, vive rodeada delas, dando-lhes todos os seus afetos e ensina-as a rezar.

Comigo aconteceu exatamente o mesmo. Aprendi a rezar o terço com ela, assim como muitas outras orações, de uma forma doce e muito querida. Aprendi também a cantar muitas músicas religiosas tão bonitas, que ainda me recordo até hoje.

 

Então, houve um dia, durante o mês de Maria, o mês em que se rezava o terço na capela sempre a partir das 20h, em que a Sr.ª Maria me disse: "hoje és tu quem vai passar o terço e nós acompanhamos".

Fiquei impressionado e igualmente nervoso. Tive receio de não conseguir fazê-lo tão bem como ela. Uma responsabilidade muito grande.

Contudo, disse para mim mesmo que iria rezar com todo o meu coração e toda a minha alma, tal como a Sr.ª Maria me ensinava, e com certeza que tudo iria correr bem.

Elevei a minha voz e rezei, com a minha voz de menino ainda, e todos adoraram acompanhar-me.

 

No final todas as pessoas me deram os parabéns, incluindo a Sr.ª Maria. Algumas dessas pessoas diziam que deveria estudar para ser padre, pois tinha imenso jeito. Não me parece, respondia.

Escusado será dizer que, a partir desse dia, fui eu que sempre passei o terço, com o próprio terço nas minhas mãos pequeninas e trémulas, com receio de me enganar.

 

Um dia a Sr.ª Maria disse que tinha um presente para mim. Um embrulho pequeno, amachucado, trazido nas suas mãos enrugadas mas macias. Dentro desse embrulho encontrava-se um terço, trazido de Fátima, benzido, só para mim.

Guardo-o até hoje, perto da minha cama, para iluminar a minha noite, e proteger os meus sonhos.

 

Cada um tem a sua fé e eu guardo a minha só para mim. E quando tenho que rezar, rezo sozinho e faço as minhas preces. Não preciso de me dirigir à igreja para que todos me possam ver a rezar.

 

04
Jul16

O Solitário nos destaques!

Filipe

Como muitas pessoas repararam, ontem estive pela primeira vez nos destaques do Sapo Blogs com o meu texto "És assumido?", chegou mesmo a ser um dos posts mais lidos desse dia.

Fiquei tão contente, não estava nada à espera. Então, fica aqui o meu agradecimento a toda a equipa pelo destaque que me deu muita mais visibilidade. Não tenho palavras para agradecer.

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Não pensem que desisiti da rubrica "À conversa com...", amanhã cá estará com uma convidada muito especial que vão adorara conhecer um pouco melhor.

 

03
Jul16

O que se passa com as mães deste país?

Filipe

Por norma já não vejo muito o telejornal. Vê-lo deixa-me num estado de preocupação, de desânimo, por aquilo em que a nossa sociedade se está a tornar. E então, ultimamente, tem sido uma desgraça completa de crimes hediondos.

 

O que se passa com as mães deste país? Volto a perguntar, desta vez em negrito, a cor do luto por todas as crianças que têm sofrido horrores nas mãos destas progenitoras. Aliás, chama-las de mães é uma ofensa para todas as mães com um M grande que certamente ainda existem, não só neste país, mas também por esse mundo fora.

 

Eu não sou pai. Não sei qual o sentimento de amor por um filho, mas faço ideia de que seja um amor tão grande, incondicional, capaz de tudo! E não acredito, nem por um momento, que esse amor seja capaz de matar, por qualquer razão.

 

E fico por aqui, pois não me quero alongar muito mais neste assunto. Quero apenas, desta forma simples, mostrar a minha solidariedade para todos os anjos que partiram e que nos deixam o coração mais pesado, sabendo desta triste realidade que está a ensombrar o nosso país.

 

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01
Jul16

És assumido?

Filipe

Quando me fazem esta pergunta não sei o que responder. Afinal o que é ser gay assumido? É ter alguma coisa escrita na testa? Ou colocar uma placa nas costas com umas letras garrafais escritas "eu sou gay"? Sinceramente é o que me apetece responder, mas este assunto é mais complicado do que parece.

 

Será que ser gay assumido é andar na rua de mão dada com o nosso companheiro, trocar carícias e beijos em público? Então eu não sou um gay assumido. Porque tenho medo desta sociedade ainda de mente muito fechada. Já fui apedrejado, não sei o que viria a seguir.

 

A minha família mais próxima sabe desta minha orientação. Uns aceitam muito bem e apoiam-me, outros preferem não falar do assunto. Se ser gay assumido é a família e amigos saberem da minha orientação, então sou assumido. Não sei.

 

O importante é que seja feliz e que me sinta bem comigo mesmo. E sabem que mais? Adoro ser como sou. Adoro ser gay!

 

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