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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

10
Ago16

Conversas entre homens

Filipe

No dia do casamento da minha prima, ouvi uma conversa que um grupo de rapazes estavam a ter acerca de uma viagem qualquer. Ora já se sabe que quando os homens se juntam, os teores das suas conversas são fundamentalmente sobre dois temas fulcrais: futebol e mulheres. É inevitável!

Para fazer jus a esta teoria, o rapaz que estava a falar acerca da sua viagem mencionou que, a certa altura, uma miúda disse-lhe que queria ir para o mesmo quarto de hotel que ele, para passarem a noite juntos. Ao qual ele respondeu que "estava cansado e sem disposição para isso", pelo que recusou a dita proposta.

 

Os comentários surgiram logo sobre os mais diversos pontos de vista machistas, pois homem que é homem nunca recusa uma proposta de sexo. Isso é impensável!

Os variados comentários foram os seguintes:

 

1º comentário: Ele estava cansado da viagem e tal, coitado! Eu até o compreendo;

2º comentário: Ele estava era com uma bebedeira de caixão à cova e teve medo de não dar conta do recado;

3º comentário: A gaja deveria ser tão feia que o moço até teve medo. Nem por amor à pátria!;

4º comentário: Epah que burro! A gaja ali a fazer-se a ele e ele népia, fogo que tanso!;

5º comentário: Deve ser paneleiro!

 

Agora pergunto a vocês, caros leitores, qual o comentário que querem fazer em relação a este assunto, que é para juntar aos demais.

 

conversas.jpg

 

05
Ago16

A caça aos grilos

Filipe

Se havia coisa que adorava em criança eram as férias grandes de verão, quem não gostava? Acordava sempre cedo para aproveitar cada hora do dia livre que tinha pela frente, não porque tinha muita coisa para fazer, mas sim porque queria desfrutar de cada minuto das minhas férias.

Tomava o meu pequeno almoço e lia os meus livros de banda desenhada do Mickey e do Pato Donald com o Tio Patinhas a contar cada moeda que tinha guardada no cofre ou então a mergulhar nelas. Achava tão engraçado e entristece-me ver que atualmente não existe muitos desses livros à venda.

Não lia só os livros de banda desenhada, mas também os livros da coleção Uma Aventura, devorava-os a todos sempre que a minha mãe me brindava com a compra de um exemplar.

 

Noutros dias apetecia-me mais caminhar pelos campos fora, sentir a brisa matinal e fresca, sentir o cheiro da terra molhada proveniente da rega dos grandes campos de milho verde, intermináveis.

Por vezes, sentava-me perto de uma fonte e imaginava a minha vida de outra forma, embalado pelo canto da água que formava um pequeno riacho.

 

Almoçávamos sempre na mesa da sala, que era o lugar mais fresco da casa, uma salada de alface caseira para acompanhar, e uma gasosa para apagar uma sede infinita que todas as crianças têm e que também pode ser chamada de gulodice.

Via as novelas e via o Batatoon e comia muitas sandes de manteiga para acompanhar.

 

À tardinha, era a hora da caça aos grilos. Caminhávamos pé ante pé pelo campo para ouvir onde se escondia o grilo que cantava, um cri cri que desvanecia mal nos aproximássemos. De seguida, procurávamos entre a erva para ver onde estava o buraco, a casa do grilo, e depois, enfiávamos uma palha seca no orifício dizendo: Gri gri, anda aqui que eu já te vi!! E o grilo saía de sua casa e apanhávamo-lo com as mãos e fechávamo-lo na gaiola para ele cantar à noite só para nós.

Às vezes, colocávamos água no buraco e o grilo, aflito, saía imediatamente de sua casa para logo depois ser apanhado.

 

Uma infância tão feliz que deixa saudades para sempre.

 

MHP1891ACacaAosGrilos_ma.JPG

 

04
Ago16

Dúvidas existenciais

Filipe

Todos nós já nos questionamos, pelo menos uma vez na vida, sobre a importância da nossa existência neste mundo. Aquelas típicas perguntas: "mas afinal que faço eu neste mundo?"; "será que faço falta a alguém?"; "Se desaparecesse alguém sentiria a minha falta?"; "qual o motivo de todo este sofrimento?"...

 

Eu questiono-me sobre isso por diversas vezes, talvez porque acredito que todos nós nascemos com um propósito, um objetivo. Só que eu ainda não encontrei o meu.

Os dias vão passando, vivo-os um de cada vez. Gostava de vos dizer que os vivo intensamente, mas não é isso que acontece. Vejo-me com 30 anos e sem objetivos de vida, sem trabalho, sem perspetivas futuras, sem rumo, e faço tantas perguntas a mim mesmo para as quais não tenho resposta, nomeadamente algumas delas que referi acima.

 

É claro que tenho pessoas que gostam muito de mim, a minha família, os meus amigos (poucos) e, com certeza, que sentiriam a minha falta, se eu, por algum motivo, decidisse desaparecer. Atenção que não ponho isso em causa.

 

Estes pensamentos negativos assolam a minha mente, já de si bastante confusa e extremamente preocupada, que por mais que me esforce para não lhes dar importância eles acabam sempre por vencer.

Contudo, há que focar nos aspetos mais positivos, e essas dúvidas existenciais deixam de fazer sentido.

 

Se não fosse eu, a minha irmã muitas vezes ficaria sem jantar, pois ela não sabe cozinhar; se não fosse eu, quem levaria a minha sobrinha ao infantário?; se não fosse eu, a quem pediriam conselhos?; se não fosse eu, com quem partilhariam emoções e alegrias?

 

Nos últimos dias a minha cabeça tem andado tão confusa que não me apetece pensar em nada. Até esta publicação para mim não faz sentido nenhum e deixo-a assim, em aberto, pois não sei como termina-la.

 

02
Ago16

10 ideias para aumentar a sua força de vontade

Filipe

A força de vontade é impulsionadora para tudo o que acontece na vida e constitui a capacidade de fazermos algo de forma intencional, que naturalmente não nos seja fácil de levar cabo e para o qual vamos precisar de esforço e dedicação, vencendo eventuais dificuldades ou estados de espírito menos favoráveis. E ao contrário do que muitos pensam, todos temos força de vontade! O que varia é o seu grau de intensidade e a capacidade para a canalizarmos para determinadas tarefas, ações ou atitudes.

Foto livre de direitos (pixbay)

 

No entanto, tal como treinamos os nossos músculos no ginásio, também é possível treinar a nossa força de vontade para vencer os maus hábitos, as tentações, a desmotivação, o constante adiamento, a preguiça ou a falta de disciplina, entre outros obstáculos que interferem com os nossos objetivos.

 

1. Estimule a motivação

 

A força de vontade está fortemente relacionada com a motivação, que não é mais do que ter um motivo para fazer determinada ação, que será tão ou mais bem-feita quanto mais disciplina tivermos.

 

Para estimular a motivação tome consciência do resultado provável de uma determinada atitude menos boa. Pense claramente nos piores cenários possíveis e questione-se se é esse o futuro que deseja para si. Esta é um exercício de motivação negativa, mas que pode ser útil para aprender a valorizar o que pretende alcançar, percebendo o impacto negativo dos seus maus hábitos e o quanto o afastam dos seus objetivos.

Foto unsplash de Wynand van Poortvliet

 

 

2. Desenvolva habilidades

 

Provavelmente continua um determinado mau hábito por falta de conhecimento ou habilidades para fazer determinadas coisas. Se cozinha mal e nunca aprendeu a fazer refeições saudáveis, provavelmente é por isso que come mal e engorda. A ausência de uma determinada habilidade pode sabotar a sua força de vontade.

 

Por seu turno, com grande facilidade, podemos deixar-nos levar pelo estado de ânimo do momento, deixando para trás o que deveríamos fazer para alcançarmos o que queremos e fazermos algo da qual obtemos satisfação facilmente, sem necessidade de termos quaisquer habilidades ou competências.

 

Assim, para dar um impulso à sua força de vontade, deve procurar adquirir as habilidades e conhecimentos que lhe permitam enfrentar os desafios a que se propõe.

 

3. Encontre as suas paixões

 

A força de vontade também depende muito dos objetivos que colocamos a nós próprios, que devem estar de alguma forma relacionados com as nossas melhores habilidades e competências. Por isso, é importante conhecermos aquilo que gostamos e que nos faz sentir bem, bem como conhecer as nossas forças, virtudes e capacidades para sermos bem-sucedidos.

Foto unsplash de Yudi Susilo

 

 

4. Procure rodear-se de pessoas que o ajudem

 

Ter alguém com quem contar para quebrar os maus hábitos é essencial, pelo que deve procurar rodear-se de pessoas positivas com quem possa partilhar dificuldades e dúvidas, bem como objetivos, desafios e conquistas. Essas pessoas podem ajudar quando tudo se torna mais difícil ou quando acaba por dar pequenos passos para trás. Ter estas pessoas à sua volta, com quem pode partilhar objetivos, pode ser um excelente incentivo para a sua força de vontade. Simultaneamente, tente identificar as pessoas que na sua vida o puxam na direção errada.

 

5. Estabeleça um sistema de incentivos

 

Quando tem sucesso numa mudança a que se propôs, vai sentir orgulho, sensação do dever cumprido, de capacidade para ultrapassar obstáculos. Isso, por si só, é já um grande reforço. Mas mais do que isso, festeje as suas conquistas. Não precisa de ser uma celebração extravagante, pode ser um simples jantar com a sua cara-metade, mas estabelecer esse sistema de incentivos pode promover a força de vontade para atingir objetivos.

Foto unsplash de Karina Carvalho

 

 

6. Controle o seu ambiente

 

É muito importante ter noção do poder que alguns fatores externos podem ter sobre si. Se gasta muito dinheiro quando vai ao centro comercial, então evite lá ir; se comer num prato pequeno vai dar a sensação de estar a comer maior quantidade, passe a fazê-lo; se para ir ao ginásio tem de percorrer vários quilómetros, é natural que não o faça. Controlar alguns dos ambientes onde se movimenta e facilitar a execução das tarefas a que se dispõe fazer pode ser muito eficaz. Por isso, e apesar de não poder andar sempre a fugir das coisa a longo prazo, numa primeira fase é importante fazê-lo.

 

7. Siga em frente perante o fracasso

 

O fracasso pode acontecer tanto por falta de empenho como por expectativas irrealistas. Por isso, os fracassos devem ser entendidos como uma oportunidade de aprendizagem, de perspetivar novas formas de chegarmos aonde pretendemos. Por isso, é imperativo continuar em frente e recomeçar com maior empenho. Como diz o ditado “não importa as vezes que caímos mas sim aquelas a que estamos dispostos a levantarmo-nos”

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8. Controle os seus impulsos

 

Para melhorarmos a nossa força de vontade, devemos aliarmo-nos à autodisciplina. Só ela nos dá capacidade de resistir e persistir em qualquer coisa que façamos, dotando-nos da capacidade de suportar privações e dificuldades, quer sejam físicas, emocionais ou mentais, rejeitando a satisfação imediata para conseguirmos algo melhor com esforço e tempo.

 

9. Use a cromoterapia como aliada

 

Segundo a cromoterapia, as cores utilizadas da forma correta podem ter um efeito profundo sobre nós, para equilibrar e fortalecer os nossos centros de energias (a que chama chakras). Neste caso, as cores da força de vontade são o vermelho e o laranja.

 

O vermelho estimula a circulação do sangue e permite a libertação de adrenalina. Por isso é altamente revigorante, energético e excitante. Como atua sobre o sistema nervoso, dá mais confiança, coragem, iniciativa, força de vontade e constância, superando estados depressivos e o cansaço. Por seu turno, o laranja levanta o estado de espírito e proporciona uma sensação de euforia.

 

Por isso, se incorporar estas cores ao seu redor, pode estimular a sua força de vontade.

Foto unsplash de Quentin Keller

 

 

10. Faça alguns exercícios simples

 

Por muito banais que possam parecer, existem alguns exercícios que pode fazer que vão contribuir para ter mais poder e força interior.

 

a) Nos transportes públicos levante-se e ofereça o seu lugar a idosos ou grávidas. Não só é boa educação mas também está a fazer algo que lhe vai causar incómodo, o que irá exercitar a superação da resistência do seu corpo, mente e sentimentos.

b) Anda há anos para pintar a parede do seu quarto mas não está muito virado para a pintura de interiores? Tem o carro sujo mas não lhe apetece lavar? Supere a sua preguiça. Convença-se que o que tem de ser feito é importante.

c) Acabou de jantar? Levante-se e lave os pratos que tem no lava-loiça, mesmo que o impulso seja deixar a limpeza “para amanhã”. Não deixe que a preguiça vença a sua força de vontade.

d) Gosta do café com açúcar? Durante uma semana decida reduzir para metade.

e) Resista ao impulso de dizer algo com pouca importância ou que vá magoar alguém.

f) Apetece-lhe uma bola de berlim? Está a sorrir para si na vitrina? Não ceda ao seu desejo.

01
Ago16

Novos hábitos alimentares

Filipe

Certo dia, numa conversa com a minha mãe, falamos sobre uma grande mudança na minha alimentação, como um antes e depois. A idade vai avançando, sem darmos por isso, e com ela novos hábitos alimentares que vamos adquirindo ao longo da mesma. No meu caso, para melhor claro está, senão não estaria aqui a escrever este post cheio de moral.

 

Em criança, não podia ver um prato de sopa à minha frente, nem batatas cozidas e muito menos o grão de bico. Odiava salada de tomate, pescada cozida, e de legumes nem o cheiro.

Porém, atualmente, não prescindo de nenhum destes alimentos. Adoro uma boa caldeirada, a sopa que nos aquece o estômago no inverno, a salada de tomate que nos refresca no verão. Adoro grão de bico, adoro mesmo! E num prato principal, para além da salada, tem que haver sempre uma verdura a acompanhar.

 

Se, em criança tivesse acesso a uma máquina do tempo, e pudesse fazer uma viagem ao futuro, decerto que não me reconheceria, pois seria incapaz de ingerir certos alimentos que para mim sabiam mal, faziam-me engelhar a beiça.

Para mim uma boa refeição era um bom bife com uma travessa cheia de batatas fritas, comia tantas e por mim comia todos os dias. Hoje, não as posso ver...

O mesmo se passava com a fruta, toda ela apodrecia na fruteira, era melhor comer um gelado ou um iogurte com o mesmo sabor.

 

A vida encarrega-se do nos ensinar a distinguir o que é bom do que é mau, daquilo que nos prejudica a saúde, e traz-nos ao paladar um sabor diferente dos alimentos que outrora repugnávamos.

É certo que ainda cometo alguns atentados, pois sou um pouco viciado em McDonald's, no entanto, acreditem ou não, em vez das batatas fritas, peço uma salada mista que me sabe tão bem!

 

Dá que pensar, não dá? E vocês, em crianças havia algum alimento do qual não podiam nem ouvir falar e de que agora adoram devorar?

 

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