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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

14
Set16

Ouço cada coisa...

Filipe

Se há coisa que me irrita, assim aquela irritação que pica, são as opiniões das pessoas em relação a certos assuntos que desconhecem totalmente. A opinião delas é que conta, é a mais acertada e tudo deveria ser como elas dizem, pois são elas que têm a razão. É que faziam melhor figura se estivessem caladas.

Num destes dias ouvi uma barbaridade deste género:

 

"Há tanta coisa com que os políticos se devem preocupar no nosso país, e andam esses cabrões preocupados em aceitar a adoção de crianças para os paneleiros. Onde é que já se viu isto? Só mesmo neste país. Quando a criança crescer vai chamar pelo pai e pela mãe... e a mãe onde está?"

 

Tais comentários revoltam-me imenso!

Primeiro porque são vindos de pessoas completamente mal educadas, mal formadas, com imensa falta de civismo e ignorantes até.

Segundo porque, na minha opinião, o assunto das crianças abandonadas neste país e nas condições deploráveis em que muitas delas vivem, deve ser um assunto de maior importância, pois são as crianças o futuro do nosso país, e penso que não estou muito enganado assim. Gostaria de perguntar a estas pessoas o seguinte: é melhor deixar as crianças abandonadas por aí e deixa-las em orfanatos onde são mal tratadas e sujeitas a qualquer tipo de humilhação? Pensem um pouco antes de dizerem certas coisas.

 

Quero também deixar bem claro uma coisa: um paneleiro é um indivíduo que faz panelas. Essas pessoas a que vocês se referem como paneleiros são humanos, e como tal têm que ser aceites na nossa sociedade, são homossexuais, e como qualquer cidadão português têm direito a serem respeitados.

Quantas crianças são abandonadas pela mãe e crescem completamente saudáveis ao lado de um pai que faz de pai e mãe ao mesmo tempo? Muitas delas.

Pergunto-me o que fariam essas pessoas se os seus filhos lhe dissessem que são homossexuais, o que fariam? Colocava-os fora de casa? Certamente que sim.

 

13
Set16

O menino da lágrima

Filipe

A minha avó conserva este famoso quadro há anos! Está pendurado na sala, à vista de todos os que lá passam, e uma fina camada de pó o enfeita. Sempre que o via em criança ficava algum tempo a contemplar aquele olhar triste, perguntando-me no que consistia aquela imagem retratada e imaginando todos os cenários dramáticos possíveis.

 

Ontem contemplei-o novamente à luz da manhã solarenga que entrava pela janela. Recordei outras vezes em que o olhei e com essas memórias vieram mais recordações da infância. Tentei limpar-lhe as lágrimas, mas foi em vão, elas continuavam a correr pelo seu rosto de menino.

Sempre chorou em silêncio, nunca se queixou, nem desabafou, apenas posava para um quadro que ficou eternamente pendurado numa sala de uma casa antiga e cheia de recordações.

 

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12
Set16

Outros empregos

Filipe

Certo domingo fui dar uma volta até ao shopping mais perto. Não é que tivesse dinheiro para comprar alguma coisa, foi mesmo só para ver e namorar algumas peças de roupa e assim... quando tiver um novo emprego e receber o meu primeiro ordenado acho que o vou gastar assim logo todo de uma vez, é que nem é bom pensar!! Existe por aí alguma terapia para fazer parar os nossos impulsos? Vou precisar!

 

Bem, estava eu descansadinho da vida no meu passeio quando, de repente, fui interpelado por uma jovem bonita e bastante simpática, bem falante, que trabalhava na Barclays card, perguntando-me a idade. Não foi a primeira vez que isto me aconteceu, e quando acontece ignoro sempre, ou então digo que estou cheio de pressa e essas coisas que dizemos em vez de "não estou interessado".

 

Desta vez, até estava bem disposto, decidi responder-lhe com a verdade. Ela logo me respondeu que não me dava a idade que disse ter, pois estava bem conservado. Pois o que ela foi dizer senhores! Fiquei logo embevecido com tal comentário. A jovem pediu-me, implorou-me até, que perdesse um pouco do meu tempo para, pelo menos, ouvir o que ela tinha para dizer e preencher umas folhas, pois já lá estava desde as 9 da manhã e ninguém lhe tinha ligado nada, e assim iria ter problemas no seu trabalho.

 

Fiquei com pena dela, e como não sei o dia de amanhã (poderei até estar na mesma situação que ela), decidi ajuda-la.

Ouvi tudo aquilo que ela tinha para dizer, sempre com um grande sorriso, uma simpatia enorme, até parece que já éramos grandes conhecidos. Respondi a todas as perguntas que me colocou e assim sucessivamente. Porém, quando ela me pediu para assinar duas folhas, conforme documento de identificação, fiquei um pouco alerta. Nunca, mas nunca, assinem um papel sem ler!!

 

Na primeira folha constavam os meus dados que lhe facultei, até aqui tudo bem. A segunda folha era precisamente uma autorização de débito direto na minha conta do banco. Ou seja, ela queria que eu assinasse essa autorização completamente em branco, sem preencher absolutamente nada, era só preciso a assinatura!

A jovem logo me disse "podes ler à vontade, eu já te explico tudo". Mas primeiro tinha que assinar. Eu simplesmente disse "não vou assinar nada", virei costas e fui-me embora.

 

Aquela jovem bonita e simpática, cheia de amabilidades, está a ser paga para enganar e burlar as pessoas. É este o país que temos e penso que não haja mais comentários a fazer. Agora eu pergunto: qual será o futuro desta jovem? Não me admirava nada se um dia destes vir a foto dela num jornal, sendo acusada de qualquer coisa como burlas, enganos, etc.

 

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09
Set16

A mãe não me deixa contar - Cathy Glass

Filipe

Não, o livro "A Sombra do Vento" não está esquecido, mas entretanto já li este de uma assentada, e passo a explicar o porquê.

Na terça-feira tive que ir até ao IEFP para renovar a minha inscrição de emprego. Quando cheguei foi me dada uma senha com o número 59. Olhei para o mostrador e vi que o atendimento para o meu assunto estava ainda na senha 17. Ou seja, eu ia desesperar de tanto esperar!!

 

Censurei-me por não ter trazido um livro, pois a espera assim seria menos difícil de suportar. Lembrei-me de ir até à biblioteca buscar outro mas, como já tinha requisitado 3 livros, não podia levar mais nenhum. Contudo, decidi ir na mesma lá, na esperança de conseguir um livro.

A funcionária, muito simpática e prestativa, logo me disse que poderia levar o livro que quisesse que ela requisitava em seu nome. Nesse dia li logo mais de 100 páginas, e nos restantes dias acabei por devora-lo todo. É de leitura muito fácil mas ao mesmo tempo chocante e emocionante.

 

Esta é uma história real em que a autora é uma mãe de acolhimento que recebe e trata crianças com necessidades especiais. Uma história maravilhosa para acompanhar ao longo das suas 279 páginas com pormenores chocantes sobre a capacidade que certos pais têm para fazer mal aos seus próprios filhos.

Cada dia é uma luta enorme por parte desta grande mãe de acolhimento para que esta criança de apenas 7 anos aprenda a comportar-se, acalmar-se e ser integrada na sociedade e numa escola, devido aos seus comportamentos agressivos, hiperativos e caóticos.

 

Reece, uma criança de apenas 7 anos e com défice de atenção, esconde um grande segredo da família que a mãe não o deixa contar a ninguém, sob ameaças.

Lindo demais!

 

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08
Set16

A febre das raspadinhas

Filipe

Em qualquer quiosque, papelaria ou café, lá estão elas, dispostas em fileiras, mesmo à frente dos nossos olhos, com belas quantias em dinheiro, a tentar todos os clientes para que arrisquem na sua sorte, pois hoje pode ser o grande dia.

 

E depois, ao entrar nesses estabelecimentos, é vê-los a raspar e raspar como se não houvesse amanhã, com uma sede de dinheiro incrível. Sai 1€, 2€, e compram mais uma, mais outra, numa tentativa de ganhar ainda mais. Um jogo viciante de "vamos lá ver se é esta raspadinha que me dá sorte". E passam horas no mesmo. Nas mesas e no chão onde se raspam as mesmas, é um lixo que não se aguenta e, numa tentativa de limpar pelo menos a mesa, sopram essas partículas para o chão... lindo! Parecem formigas a voar.

 

Num quiosque perto de si, pode ver as montras cheias de fotocópias de raspadinhas premiadas, até pode querer apreciar outra coisa, algum objeto que queira comprar, mas nada disso! As raspadinhas premiadas são a nova decoração das montras. É pés-de-meia para cá, aranhas para lá, trevos da sorte, árvore do dinheiro, 20x, 100x, horóscopo, etc, e etc.

 

Uma vez apostei numa, e saiu-me 2€. Fiquei todo contente. Dirigi-me ao quiosque para receber o dinheiro e a senhora que estava ao balcão simplesmente me disse: "qual vai escolher agora?". Eu respondi que queria o dinheiro, e fui olhado de uma forma não muito apreciativa.

 

Estou a brincar com toda esta situação mas, pensando bem, é triste pensar que vivemos num mundo cheio de tanta ambição. Não quer dizer que sou contra esse tipo de ganhos, qualquer um de nós já comprou pelo menos uma para ver o que lhe calha na sorte, mas penso que deve haver sempre um "contra peso e medida" nas coisas, principalmente quando se trata de dinheiro.

 

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07
Set16

Momentos #02

Filipe

No ano passado fui até à praia da Torreira. Foi a primeira vez, nesse ano, que fiz praia... é verdade! Já tinha saudades do cheiro da maresia, da areia fina nos meus pés, do mar frio envolvendo-nos com a sua água salgada.

 

Entretanto, debaixo de um sol quente e de um vento fresco convidativo, assisti à apanha do peixe pelos pescadores da zona. Juntou-se logo ali um aglomerado de gente para ver o peixe sair da água, presos na rede, remexendo-se, tentando lutar pela vida.

 

Mas, o momento mais maravilhoso que ali se passou não foi a pesca em si, mas sim as gaivotas. Esfaimadas, elas sobrevoavam o mar, sôfregas, tentando pescar com os seus bicos os peixes frescos para seu deleite ali mesmo. Juntaram-se tantas que até tive receio que esbarra-se nalguma delas.

 

Um momento maravilhoso que quis recordar e partilhar com todos vocês.

 

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06
Set16

Já estão maduras!

Filipe

Ontem fui fazer uma visita a casa da minha avó. A aldeia onde ela mora, e sempre morou, ainda é mais rural que a minha. Aqui e ali pode ver-se a pacata, mas ao mesmo tempo trabalhosa, vida de campo. O milho semeado começa a secar e a ficar pronto para a colheita para, logo depois, a desfolhada das espigas... preparam-se outras plantações, colhem-se outras.

 

Ao passar pelas ruas não pude deixar de reparar nas videiras que ladeiam os campos cheias de uvas já maduras. Pelo aspeto que se vê nas fotos que tirei, dá para perceber perfeitamente que já estão doces e sumarentas, prontas para serem devoradas pelos mais gulosos, como foi o caso da minha mãe.

 

Pode parecer estranho estar para aqui a falar das uvas que já estão maduras e da vida do campo, mas o que é certo é que todas estas memórias me fazem retornar à minha infância. Nesta época do ano, em que os dias começavam a ficar mais frios, as folhas das árvores amarelecidas e decadentes, o anoitecer cada vez mais cedo, o regresso ás aulas mais próximo, deleitávamos-nos com estas iguarias que estavam tão próximas de nós, mesmo à mão de semear, e comíamos as uvas amadurecidas até enchermos a barriga e, sem vontade de jantar, brincávamos e riamos até ser noite.

 

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04
Set16

Ser tio...

Filipe

Ser tio também é nunca poder ir à casa de banho sozinho! Sempre que vou fazer as minhas necessidades fisiológicas, a minha sobrinha faz questão de me acompanhar sempre. Para evitar toda essa situação um pouco constrangedora (para mim é claro), fecho a porta, mas mesmo assim ela abre-a e fica a olhar para mim ali sentado e diz que também quer fazer xixi.

 

Digo-lhe "vai à mamã!", ao que me responde com um NÃO bem redondo e convicto. Teimosamente fica ali especada até eu acabar e só depois vai brincar.

 

01
Set16

Ah setembro!

Filipe

Bem-vindo setembro! Há muito que espero por ti. Contigo chega a normalidade, chegam as rotinas, o calor está quase a finar-se e o equinócio do outono, a minha estação preferida, está quase quase a chegar.

Trazes as uvas maduras, as colheitas, as castanhas! Mal posso esperar por comer umas boas e quentinhas castanhas assadas, a fumegar e a estalar, queimando os dedos ao abri-las.

É tão bom poder colocar mais um cobertor na cama e dormir aconchegado.

 

O mês de setembro é quase como o início de um novo ano. Novos projetos surgem, mudanças, estreias na TV. Um novo mundo abre-se para nós através de um mês de grande importância.

 

Bem-vindo setembro! Receber-te-ei de braços abertos.

 

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