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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

12
Out16

Avó

Filipe

A porta estava aberta quando cheguei, como sempre esteve durante o dia, convidativa, deixando o sol entrar para iluminar o pequeno corredor que dá acesso às outras divisões de uma casa antiga, em pedra, cheia de recordações, cheia de sentimentos. Uma pequena habitação que recebeu e viu crescer filhos, netos e bisnetos, três gerações.

Entrei no vestíbulo e o chão de madeira rangeu sob os meus pés. A cozinha fica do lado esquerdo e é lá que vejo a minha avó sentada num cadeirão, de olhos semicerrados, completamente absorta da minha presença recém-chegada. A Fátima Lopes fala através da televisão, promovendo um passatempo qualquer, mas ninguém lhe presta atenção.

 

Ajoelho-me perto da minha avó para tentar ter algum contacto visual com ela. Digo-lhe "olá avó" numa voz doce e calma, acompanhado de um sorriso. Ela olha-me desconfiada e murmura uma espécie de saudação. Não me reconhece, nem eu esperava que o fizesse, já há muito tempo que a doença de Alzheimer lhe roubou as memórias, fazendo-a esquecer de tudo e de todos, até do neto que sempre cuidou e mimou.

Ofereço-lhe a minha mão e ela agarra-a com força como se aquele toque a trouxesse de novo à vida. Faz menção de se levantar e eu digo-lhe que não faça isso, ao que ela desiste e diz-me "não, eu não vou". Acaricio a sua mão que outrora me acariciou a mim, e ela acalma-se. Queixa-se de algo que não consigo perceber, ou simplesmente quer atenção. Falo-lhe como se estivesse a falar com uma criança e ela concorda com tudo aquilo que digo.

Por vezes reclama, diz impropérios, tenta bater... porém, comigo nunca o fez. Será que se esqueceu totalmente do seu neto? De vez em quando penso que não, ou quero acreditar nisso.

 

Após um longo instante, tento soltar a minha mão da dela para ir até lá fora, à carpintaria do meu falecido avô que nunca cheguei a conhecer, observar os canários do meu tio que propagam a sua melodia. Ela agarra a minha mão com mais força para me impedir de sair dali. Um a um, solto os seus dedos de forma afetuosa, para não a magoar.

Recosta-se no cadeirão e eu saio da casa continuando a minha visita não só à minha avó mas a todos os cantos daquela habitação, e em todos eles tenho uma recordação que seja.

 

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07
Out16

Regoufe - Terras da Serra da Freita

Filipe

Hoje dou-vos a conhecer, através de algumas imagens, a pequena e recatada aldeia de Regoufe, situada em plena Serra da Freita que, em tempos mais antigos, certamente foi mais movimentada.

Esta aldeia foi marcada pelas minas de Regoufe. Diz-se que os antigos mineiros residiam nesta pequena aldeia e que das minas faziam o seu trabalho. Para chegarmos às suas ruínas, temos de deixar o carro estacionado em frente ao caminho de acesso, pois para lá chegar só mesmo a pé.

A vista que podemos observar do alto desta aldeia é magnífica. Tenho pena de não ter tirado mais fotografias mas um dia irei lá voltar e brindar-vos com mais imagens destas.

 

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04
Out16

Book tag: desafio dias da semana em livros

Filipe

Este desafio foi-me lançado pela Maria Mocha que aceitei logo de imediato, pois eu adoro falar dos livros que já li e recomenda-los.

Confesso que tive uma certa dificuldade em escolher algumas das obras para cada dia da semana, mas fiz um esforço de memória para buscar alguns livros que já li e aqui está a minha lista.

 

Domingo - Um livro que não queres que termine ou não querias que terminasse.

 

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Este livro para mim é um dos melhores que já li. Eu adoro o Richard Zimler, quem não leu um livro dele aconselho mesmo a ler, pois são histórias muito marcantes capazes de nos arrancar todas as emoções. "Meia-noite ou o princípio do mundo" é um livro obrigatório de ler! Na minha opinião está no top dos tops. Li cada palavra com tanto prazer que não queria que esta história nunca terminasse. A Sétima Porta do mesmo autor também é igualmente bom...

 

Segunda-Feira - Um livro que tens preguiça de começar.

 

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Já me aconselharam a leitura deste livro mas fico sempre reticente quando me falam de José Saramago, o tal escritor que se esquece de pontuar as suas histórias. Contudo, quero muito ler este livro, mas vou adiando sempre para uma próxima.

 

Terça-Feira - Um livro que leste por obrigação.

 

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Lembram-se deste livro? Uma história tão bonita e simples. Li-o por obrigação na escola, mas nunca mais me vou esquecer dele.

 

Quarta-Feira - Um livro que deixaste pela metade ou estás a ler no momento.

 

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Não consegui ler esta trilogia até ao fim. Li o primeiro e gostei bastante; o segundo, nem por isso. Não o acabei de ler e não sinto que perdi uma grande história... talvez esteja enganado e um dia volte a pegar nele.

 

Quinta-Feira - Um livro "de quinta", que não recomendas.

 

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Sou da opinião que existem muitos livros para todos os gostos. Eu não recomendaria este livro, no entanto, com certeza que existe alguém que gostou de o ler... os gostos são relativos e ainda bem que assim é.

 

Sexta-Feira - Um livro que queres que chegue logo (lançamento ou compra).

 

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Espero ansiosamente que a biblioteca faça a compra deste livro! Quero mesmo muito lê-lo.

 

Sábado - Um livro que quiseste recomeçar assim que terminou.

 

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Já li este livro duas vezes, espaçadamente é certo, mas um dia ainda voltarei a ler de novo. É muito, muito bom!

 

 

03
Out16

A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón

Filipe

Não somos nós que escolhemos os livros, são eles que nos escolhem. Cada livro tem a sua magia especial que nos prende, as personagens passam a fazer parte do nosso dia, ocupam os nossos pensamentos e arrancam algumas das nossas emoções.

A Sombra do Vento é um livro para a vida, tal como disse uma amiga minha. Subscrevo totalmente a sua opinião e acrescento que todas as pessoas deveriam lê-lo. Eu demorei mais tempo que o normal para o ler, pois não queria de maneira nenhuma que esta história acabasse, queria que ela perdurasse por muito, muito tempo. No entanto, acabou tão depressa como começou e já sinto saudades.

Há livros que nos marcam. Este marcou-me e, por mais que tente arranjar palavras para o descrever, não consigo expressar-me da forma que queria.

 

Deixo apenas a sugestão e tenho a certeza que não se irão arrepender.

 

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