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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

05
Dez16

Peter Pan e a Terra do Nunca

Filipe

Está frio e decido colocar mais um cobertor na cama para dormir bem aconchegado. Visto o pijama quentinho e deito-me, os lençóis macios envolvem-me, e fecho os olhos já pesados.

De repente, eis que ouço uma batida leve no vidro da minha janela. Depressa me levanto e, com o coração um pouco acelerado, olho na sua direção. Através do vidro transparente, uma figura bem conhecida no mundo da animação, acena-me e sorri-me. É o Peter Pan, com o seu cabelo ruivo e o seu chapéu verde enfeitado com uma pena, completamente suspenso no ar. Eu retribuo o sorriso e também o aceno, ainda meio envergonhado, e abro a janela de par em par, onde uma brisa noturna fria me acerta em cheio no rosto.

- Vem comigo - diz-me a figura animada.

- Para onde? - perguntei.

- Para a Terra do Nunca!

- Mas eu não sei voar...

Ele ri da minha resposta e logo sopra um pó mágico na minha direção que deixa o meu corpo mais leve e, quando dou por mim, já estou a escassos metros do chão, como se a força da gravidade tivesse deixado de existir.

 

Sigo-o para fora do meu quarto, em direção à lua e às estrelas. Quando olho para baixo vejo a janela do meu quarto aberta, já longe, pequenina. A minha aldeia adormecida e iluminada por algumas luzes públicas azuis, não era mais que um ponto minúsculo vista do céu na vasta imensidão da terra que os meus olhos conseguiam albergar.

Dirijo-me para outro lugar que desconheço, mas que logo desperta a minha atenção. É uma terra muito bonita, cheia de fadas sorridentes que colhem o pólen das flores e nos presenteiam com o seu néctar doce e saboroso.

Vivi tantas aventuras e temi o Capitão Gancho. Ri com a Sininho e voei entre vales e montes.

 

De manhã, quando acordei, tinha na minha mesa de cabeceira um botão colorido, um passaporte para a Terra do Nunca! Bastava aperta-lo na minha mão e deixar a minha imaginação flutuar.

Tinha 7 anos, e os sonhos faziam-me sorrir e correr.

 

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02
Dez16

Duas irmãs, um rei - Do livro ao filme

Filipe

Sou um eterno apaixonado por romances históricos, e então aqueles que retratam a monarquia fazem o meu deleite, adoro! Philippa Gregory é uma das autoras que admiro imenso pelas suas obras ricas em pormenores históricos magníficos descritos com detalhes que nos enleva numa viagem entre séculos conturbados da história da Inglaterra.

Li o livro "Duas irmãs, um rei" o ano passado e adorei. Soube que havia um filme inspirado nessa obra que data de 2008 mas só ontem tive oportunidade de o ver. Vou-me poupar daqueles comentários habituais de que o livro é sempre melhor que o filme, disso já não restam dúvidas, e eu não quero bater mais no ceguinho como se diz na gíria popular.

 

Adorei o filme também. Todos os cenários e a roupagem retratados são riquíssimos, a trama é, também como no livro, apaixonante.

A história das irmãs Bolena e de todas as suas intrigas e mistérios fascina-me. Ana Bolena foi rainha de Inglaterra, casando-se com Henrique VIII após este anular o seu casamento com Catarina de Aragão. Tal enlace resultou numa polémica do ponto de vista político e religioso, e resultou na criação da Igreja Anglicana. A ascensão e queda de Ana Bolena, considerada a mais controversa rainha consorte da Inglaterra, inspiraram inúmeras biografias e obras ficcionais.

 

Um livro e um filme que recomendo.

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