Não deixo morrer as tradições
Eu faço parte de um Grupo Folclórico já há 11 anos. Tinha apenas 19 anos quando me fizeram o convite e aceitei com uma ligeira reticencia. Inicialmente iria só experimentar mas por lá fui ficando até hoje, e pretendo continuar por mais 11, 22, 44 anos ou até mais se a minha velhice o permitir.
Confesso que a princípio tive alguma dificuldade em aprender a dançar todas as modas que o rancho tocava e dançava. Tinha pés de chumbo. No entanto, conforme os meses foram passando, comecei a libertar-me mais até me tornar num grande dançarino de modas tradicionais que fizeram parte da juventude dos meus avós e até bisavós, está-me no sangue!
Sempre que digo aos meus amigos que danço num Grupo Folclórico, há sempre uma surpresa estampada nos seus olhares. Há quem diga mesmo que é uma seca, um "azeite" como costumam dizer na gíria. Eu não concordo nada com isso. Cada elemento que faz parte do grupo, que já conta com 41 anos de existência, é como se fizesse parte da minha família. Criamos laços de amizade fortes e todos os convívios que fazemos são sempre relembrados com carinho. Com o rancho já conheci terras lindíssimas e já dancei em milhares de palcos diferentes, sempre envergando com muito orgulho o traje que me foi proposto e levando as tradições das nossas terras a todo o país.

