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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

14
Set17

Tudo por... um livro!

Filipe

Andei à caça do livro da Julia Navarro, literalmente, e vou explicar como. Preparados? É melhor irem buscar pipocas porque o relato que se segue é um autêntico filme de aventura e ação, que poderia bem ser chamado de: "À procura do livro perdido", ou então "A obsessão por um livro"... ou até se quiserem dar um pouco de suspense à coisa: "Eu sei o que fizeste a semana passada".

A biblioteca onde frequentemente vou buscar os meus livros, tem um exemplar da obra "Diz-me quem sou" da Julia Navarro, do qual só ouço falar bem. Ora tal curiosidade fez com que eu quisesse requisita-lo mas, para mal dos meus pecados, o mesmo encontrava-se emprestado.

 

Decidi esperar, eu que até nem sou uma pessoa muito paciente, pois não tinha outro remédio. O que é certo é que esperei durante um ano. Há um ano que este livro está emprestado e ainda não o devolveram! Realmente existem pessoas que não têm o mínimo de respeito por ninguém.

Pensei em tentar subornar a funcionária da biblioteca para que esta me dissesse a morada do leitor que detinha o livro, e assim fazer uma verdadeira caça ao homem, mas deduzi que tal atitude poderia trazer-me consequência graves e acabei por desistir. Desistir daquele livro, não de outros exemplares que pudesse encontrar, claro.

 

Liguei para todas as bibliotecas que conheço a perguntar se tinham o livro X, quase todas me disseram que não, excetuando uma, a última para a qual liguei. A conversa foi mais ou menos a seguinte:

 

«- Biblioteca Ferreira de Castro, bom dia.

- Bom dia. Estou a ligar para saber se têm disponível um livro que ando à procura...

- Diga-me qual é livro, por favor.

- Diz-me quem sou.

- Desculpe??

- O livro chama-se: Diz-me quem sou, da Julia Navarro.

- Só um momento... Ah, não não temos esse livro, temos outros da mesma escritora.

(Ora bolas!)

- Ah que pena. Andava mesmo à procura dele... Bem, paciência!

- Ah espere! Afinal temos esse livro sim!

(Estão a ver o Michael Jackson a dançar? A minha reação foi parecida).

- Ah que bom! Então hoje à tarde eu passo aí para ir busca-lo.

- Atenção que só podem requisitar livros da nossa biblioteca os cidadãos que residem no concelho de Oliveira de Azeméis ou então se trabalharem no mesmo concelho.

(O quê??!!)

- Não existe outra forma de contornar essa situação?

- Não. Lamento.»

 

Voltei à estaca zero. Não estava destinado a ter aquele livro nos próximos tempos, pensei. Resignei-me.

Contudo, entretanto, lembrei-me de um pormenor que fazia toda a diferença: a minha irmã trabalha no concelho de Oliveira de Azeméis! E se eu...

Peguei no carro e decidi ir busca-la ao trabalho, ela saía dali a 20 minutos. Mandei-lhe uma mensagem:

 

Vou buscar-te ao trabalho para irmos a um sítio. Até já querida irmã.

 

Reparem no final da mensagem, só utilizo o "querida irmã" quando me convém!

Cheguei ao local onde a minha irmã trabalha, saltei para o banco do passageiro pois não gosto muito de conduzir, e esperei uns intermináveis 5 minutos, até ela aparecer.

- Vamos à biblioteca de Oliveira de Azeméis buscar um livro - informei-a.

A minha irmã olhou para mim com cara de caso, como se eu tivesse batido com a cabeça em algum sítio ou, na pior das hipóteses, tivesse comido aqueles cereais fora do prazo que ainda estão no fundo do armário e que ninguém quer deitar fora.

- Despacha-te que a biblioteca fecha daqui a meia hora!

 

Consegui. Já o tenho há uma semana e estou a adorar! Prometo dar mais pormenores em breve.

 

22
Jun16

O Solitário foi à biblioteca

Filipe

Com o tempo a aquecer, a minha vontade de ler aumenta. Não me perguntem porquê, eu não sei explicar. Poderá ter a ver com o facto de gostar de ler na varanda, ao fresco. Ouvir o canto dos pássaros e o burburinho dos transeuntes tranquiliza-me bastante e, ao ler, absorvo as palavras numa sede infinita de ler mais e mais.

 

Ontem fui à biblioteca buscar mais livros. Adoro ir à biblioteca! Todas as funcionárias já me conhecem e recebem-me sempre de braços abertos. Já sabem os meus gostos, dizem-me sempre as novidades que têm e, como sempre, saí de lá com estes 3 livros. 3 é o número máximo de livros que posso trazer. Por norma, faço uma seleção dos livros que quero e, se forem mais que 3, tenho que fazer uma outra seleção e decidir quais levar.

 

Quem estiver a apreciar-me deve achar que sou maluco. Começo sempre por olhar para as lombadas dos livros dispostos na estante, quando alguma me chama a atenção (pelo autor ou pelo título), pego no livro, leio a sinopse, as contracapas, folheio o livro, apalpo-o para sentir a textura das suas folhas, vejo o tamanho das letras, e cheiro-os! Adoro sentir o cheiro adocicado dos livros mais antigos!

 

Trouxe estes três livros que me pareceram bons e que, com certeza, me irão proporcionar bons momentos de leitura emocionantes.

Algum de vocês já leram estas obras? Partilhem a vossa opinião comigo mas sem contar a história!!

 

livros.jpg

 

13
Jun16

O preço (exagerado) dos livros

Filipe

Quem me conhece, percebe logo de imediato que eu sou completamente apaixonado pela leitura. Os livros têm um papel muito importante na minha vida. Com eles aprendo, viajo, sonho... vivo cada página, cada história daquilo que leio com tanta afeição que, por vezes, até tenho pena quando os acabo de ler.

Tenho andado um pouco esquecido deles mas, com o tempo a aquecer, a minha vontade de ler vai aumentar, pois adoro estar sentado na varanda a ler.

Irei fazer várias sugestões ao longo deste blog também.

 

Porém, com muita pena minha, tenho sempre que me restringir aos livros disponíveis na biblioteca que visito muito frequentemente, que fica na cidade mais perto, pois o preço dos livros em qualquer loja ou superfície comercial são um exagero, a meu entender. Não se consegue arranjar um bom livro por menos de 15€, nem com promoções/descontos.

 

Como eu adorava poder comprar nem que fosse um livro por mês se pudesse! Adoro poder abri-los e cheira-los... aquele cheiro a novo das folhas e sentir a sua textura, saber que fui o primeiro a lê-lo. Mas, cada vez com os preços mais altos que os mesmos apresentam, é para mim impossível compra-los. E então tenho que dirigir-me à biblioteca, selecionar os que me parecem melhores, alguns em péssimo estado de conservação, requisita-los, depois devolve-los, por vezes em prazos muito curtos que quase nem chego a absorver a história direito.

 

Poderei sempre fazer a sugestão para que comprem alguns dos livros mais recentes e que me interessaram, mas até essas sugestões na biblioteca estão mais escassas, devido à crise financeira que as próprias atravessam nos dias de hoje.

 

É realmente uma pena que algo tão importante para a nossa cultura e desenvolvimento seja comprado a preços que considero, alguns, um absurdo!

 

livros-destaque.jpg

 

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