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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

21
Ago18

Calor e ar condicionado

Filipe

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Ontem, quando me dirigi ao hiper-mercado para fazer as minhas compras, fui invadido por uma massa de ar frio, quase como se de repente entrasse na Sibéria em pleno pico de inverno, que me gelou até aos ossos! É claro que estou a exagerar um pouco mas, acreditem, que cheguei a sentir frio lá dentro ao ponto de querer sair dali para fora o mais rápido possível.

 

A minha mãe sentiu o mesmo e, ao pronuncia-lo a uma senhora da peixaria, que por sua vez estava vestida com uma camisola de mangas, obteve a seguinte resposta:

- Ó minha linda, tem que ser por causa do peixe - e deu uma risada como se tivesse acabado de dizer a piada mais engraçada do mundo.

Ok, eu até concordo que é necessário manter os produtos o mais fresco possível, mas é mesmo necessário assim tanto?!

- Vamos embora que eu estou cheia de frio! - disse-me a minha mãe enquanto colocava as últimas compras no cesto. Os meus pés pareciam cubos de gelo.

 

Ao sairmos do estabelecimento, foi como se entrássemos dentro de um forno prontos a sermos cozinhados com batatas e vinho branco.

- Meu Deus, não se aguenta este calor!

Não se aguenta o calor e também não se aguenta o ar condicionado em excesso. Parece que anda tudo em extremos.

 

29
Jan18

Dimanche

Filipe

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Um sol magnífico brilhava num céu sem nuvens. O vento, um pouco frio, batia-nos no rosto enquanto caminhávamos pelo paredão olhando o mar revolto de Espinho. É sempre agradável ver o mar quando o tempo está ensolarado. Um pescador esperava pacientemente que algum peixe decidisse morder o seu isco, outras pessoas tiravam as suas fotografias e alguns casais aproveitavam o domingo para passear com os seus filhos.

Uma agradável tarde de domingo.

 

De regresso a casa, para aproveitar ainda mais o sol, sentámo-nos juntos na varanda olhando os pássaros que a medo iam debicando as migalhas de pão que estavam na mesa. O sol estava prestes a deitar-se, e nós assistimos ao espetáculo de camarote, envolvidos nas palavras e nos braços um do outro. Quando o sol se pôs, levou com ele todas as promessas como se de um segredo se tratasse. Só ele e os pássaros são testemunhas daquele momento magnífico!

 

São muitas as palavras que quero dizer, tantas que nem sei por onde começar... o destino cruzou no meu caminho um outro solitário que recebi a medo e que, aos poucos, me vai conquistando e eu deixo, porque finalmente sinto que chegou a hora de eu ser feliz.

Ser amado é muito bom, mas ser amado em francês, é ainda melhor. Sim, de verdade! Ele diz Je t'aime e tudo. Que mais posso eu pedir?

 

Boa semana.

 

17
Fev17

Um passeio até à praia

Filipe

O tempo já convida. Esta semana fomos presenteados com um sol primaveril bastante apetecível. Coloquei de lado a minha camisola de malha e vesti uma camisa mais fresca, de tons alegres; deixei o casaco em casa e decidi fazer uma visita ao mar. O céu estava de um azul celeste, a brisa com cheiro a maresia e a sal acolheu-me, a areia recebeu os meus pés ávidos pelo seu toque suave.

 

O mar estava calmo, a água era translúcida, espelhava o azul do céu e contrastava com o verde das suas profundezas brindando-me com uma paisagem lindíssima.

O mar ouve todas as nossas angústias, as histórias, as nossas preces. Ouve e não reclama, apenas nos reconforta com o som das suas ondas que por sua vez leva as nossas palavras para longe, onde elas podem ser gritadas na imensidão de um oceano.

 

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12
Nov16

Não há sábado sem sol?

Filipe

Existem milhares e milhares de provérbios. Eu só conheço alguns, os mais usuais. Porém, há alguns dos quais eu concordo, outros nem por isso. "Não há sábado sem sol" é um dos provérbios que para mim não faz muito sentido. Já passamos sábados e sábados de chuva incessante e do sol nem sinal. Segundo a meteorologia, hoje também será um sábado assim e eu pergunto-me de onde veio este provérbio... será que em tempos antigos fazia sempre sol ao sábado?

 

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05
Ago16

A caça aos grilos

Filipe

Se havia coisa que adorava em criança eram as férias grandes de verão, quem não gostava? Acordava sempre cedo para aproveitar cada hora do dia livre que tinha pela frente, não porque tinha muita coisa para fazer, mas sim porque queria desfrutar de cada minuto das minhas férias.

Tomava o meu pequeno almoço e lia os meus livros de banda desenhada do Mickey e do Pato Donald com o Tio Patinhas a contar cada moeda que tinha guardada no cofre ou então a mergulhar nelas. Achava tão engraçado e entristece-me ver que atualmente não existe muitos desses livros à venda.

Não lia só os livros de banda desenhada, mas também os livros da coleção Uma Aventura, devorava-os a todos sempre que a minha mãe me brindava com a compra de um exemplar.

 

Noutros dias apetecia-me mais caminhar pelos campos fora, sentir a brisa matinal e fresca, sentir o cheiro da terra molhada proveniente da rega dos grandes campos de milho verde, intermináveis.

Por vezes, sentava-me perto de uma fonte e imaginava a minha vida de outra forma, embalado pelo canto da água que formava um pequeno riacho.

 

Almoçávamos sempre na mesa da sala, que era o lugar mais fresco da casa, uma salada de alface caseira para acompanhar, e uma gasosa para apagar uma sede infinita que todas as crianças têm e que também pode ser chamada de gulodice.

Via as novelas e via o Batatoon e comia muitas sandes de manteiga para acompanhar.

 

À tardinha, era a hora da caça aos grilos. Caminhávamos pé ante pé pelo campo para ouvir onde se escondia o grilo que cantava, um cri cri que desvanecia mal nos aproximássemos. De seguida, procurávamos entre a erva para ver onde estava o buraco, a casa do grilo, e depois, enfiávamos uma palha seca no orifício dizendo: Gri gri, anda aqui que eu já te vi!! E o grilo saía de sua casa e apanhávamo-lo com as mãos e fechávamo-lo na gaiola para ele cantar à noite só para nós.

Às vezes, colocávamos água no buraco e o grilo, aflito, saía imediatamente de sua casa para logo depois ser apanhado.

 

Uma infância tão feliz que deixa saudades para sempre.

 

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06
Jul16

Uma grande irresponsabilidade

Filipe

No domingo estava a fazer as minhas compras semanais quando vejo um casal acompanhado de uma criança que passaram ao meu lado. Vinham da praia, pude verificar pois estavam bastante bronzeados, ou melhor dizendo, queimados pelo sol.

 

O que mais me indignou nesta pequena situação foi o facto de a própria criança, que não deveria ter mais que 8/9 anos, ter também um desagradável escaldão!

Os braços, que era a parte mais à mostra, estavam de uma cor alaranjada que até me deu impressão!

 

Obviamente que estes pais não usaram protetor e, pior ainda, não colocaram protetor solar na criança. Mas que grande irresponsabilidade!

Depois de tanta informação disponível e de tantos casos de graves doenças provocadas pela falta de protetor solar e demasiada exposição ao sol, acho ridículo ainda existirem comportamentos destes. Se os pais não quiserem utilizar, problema deles. Agora não colocar protetor solar na criança, num filho que depende dos conselhos dos pais, da proteção deles, é mesmo falta de responsabilidade! Passo a redundância da palavra.

 

Os senhores aperceberam-se que estava a olhar com indignação mas continuaram com a vida deles e eu também continuei com a minha.

Uma vez apanhei um escaldão enorme, tão grande e tão traumático, que hoje em dia não vou à praia sem colocar protetor sempre de hora em hora. É com os erros que aprendemos. Esperemos que esses pais também aprendam com os deles, antes que seja tarde demais.

 

 

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