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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

25
Set16

Ser tio...

Filipe

Ser tio também é desconfiar sempre que a minha sobrinha está em silêncio.

Ora hoje pela manhã, a minha sobrinha, com uma energia inesgotável, brincava e brincava fazendo um barulho capaz de acordar toda a gente aqui em casa e os vizinhos. Após beber o seu leite com chocolate no biberão, um pequeno almoço indispensável para ela, eis que dou por mim a reparar que ela estava muito silenciosa... Tanto eu como a minha mãe chamamos por ela várias vezes, um chamamento ao qual ela não respondeu, muito estranho!

 

Decidi ir procura-la e dei com a porta de casa de banho fechada. Ao abri-la, deparei-me com um cenário de cortar a respiração, literalmente, tal era o cheiro nauseabundo que senti!

A minha querida e adorada sobrinha fez cocó no pote, tão linda! Mas como ela é uma menina muito limpa, decidiu despejar todo o conteúdo do pote dentro da sanita, depois pegou no piaçaba  e esfregou todo o tampo da sanita... Imaginem o panorama, era m*rd@ por todo o lado!!

Quem limpou tudo, quem foi? Sem comentários...

04
Set16

Ser tio...

Filipe

Ser tio também é nunca poder ir à casa de banho sozinho! Sempre que vou fazer as minhas necessidades fisiológicas, a minha sobrinha faz questão de me acompanhar sempre. Para evitar toda essa situação um pouco constrangedora (para mim é claro), fecho a porta, mas mesmo assim ela abre-a e fica a olhar para mim ali sentado e diz que também quer fazer xixi.

 

Digo-lhe "vai à mamã!", ao que me responde com um NÃO bem redondo e convicto. Teimosamente fica ali especada até eu acabar e só depois vai brincar.

 

16
Jun16

Tio

Filipe

Faz hoje um ano que partiste. Os médicos já nos tinham preparado para este desfecho, mas por mais que nos digam, por mais que nos preparem, nunca estamos preparados para receber uma notícia tão trágica. Pensámos sempre que não será desta. Afinal a esperança é sempre a última a morrer, não é verdade? As esperanças também partiram contigo nesse dia quente de Junho em que nos deixaste, sem dizer adeus.

 

Estava numa formação quando recebi uma chamada da prima Daniela. "O tio Júlio morreu" - disse-me ela e todo o meu corpo ficou petrificado. Senti frio naquela hora, onde fazia uma temperatura de cerca de 30º, e todo eu tremia. Fiquei em choque. Nunca estamos preparados.

 

Faz hoje um ano que partiste e todos te lembramos com saudade. Recordamos sempre a tua alegria, as tuas peripécias, com sorrisos tristes, de olhos brilhantes. Recordamos também o dia em que te vimos pela última vez, naquela cama de hospital, onde lutaste pela vida até ao fim.

Choramos a tua partida e choramos a tua ausência. Falta uma parte de nós.

 

Hoje, levamos flores, acendemos velas e rogamos preces silenciosas para que a tua alma encontre o caminho da paz. Pedimos que olhes por todos nós, pedimos a tua proteção.

 

Nestas horas não encontramos as palavras certas para descrever aquilo que sentimos, apenas se sente a dor. A dor da perda, aquela dor para a qual ninguém está preparado, aquela que não tem cura.

Encontro nestas palavras uma pequena homenagem que tento fazer para que nunca sejas esquecido. Onde quer que estejas, serás sempre uma estrelinha que brilha, uma luz tão forte capaz de iluminar a noite mais escura, e só eu a consigo ver. Porque enquanto eu conseguir te lembrar, eu sei que estarás sempre perto de mim.

 

Até sempre, tio.

 

 

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